- Bianca Censori testemunhou em um tribunal de Los Angeles sobre a mansão em Malibu comprada por Kanye West, por 57 milhões de dólares em 2021, com projeto de Tadao Ando.
- Alega-se que Ye queria remover todas as ligações de água e energia e criar um abrigo fora da rede; Censori afirmou que isso era conceito e que a residência sempre esteve nos planos.
- Jeromy Holding, carpinteiro, relatou planos variados para a casa e um episódio em que houve confusão entre Censori e Kim Kardashian.
- Tony Saxon processa o casal, alegando salários não pagos, despesas médicas e sofrimento emocional; a defesa afirma que ele recebeu 240 mil dólares e que busca defraudar Ye.
- O julgamento segue, com Ye previsto para testemunhar; Censori comentou sobre tratamento pessoal e apoio ao marido.
Bianca Censori depôs no tribunal de Los Angeles sobre a mansão em Malibu projetada pelo arquiteto japonês Tadao Ando. A casa foi comprada por Kanye West, hoje conhecido como Ye, por 57 milhões de dólares em 2021 e, desde então, passou por uma reforma significativa que incluiu retirada de utilidades, segundo a defesa de Ye.
Censori, de 31 anos, compareceu ao tribunal trajando saia preta de seda e cardigan, com o cabelo preso. Ela respondeu a maior parte das perguntas de forma sucinta, afirmando que as descrições de Ye sobre o projeto tinham caráter conceitual e que a residência estava sempre prevista desde o início.
O depoimento da testemunha ocorreu após Tony Saxon, músico e trabalhador de manutenção, ingressar com ação civil em 2023, contestando o tempo de participação dele na obra. Saxon alega ter atuado como gerente de projeto e segurança, tendo sido demitido após sofrer ferimentos e questionar condições de trabalho.
Jeromy Holding, outro prestador de serviços, contou que quase foi demitido na primeira semana ao confundir Bianca com Kim Kardashian, o que gerou atrito entre Ye e Kardashian e, segundo ele, levou a troca de acusações entre as partes. Holding confirmou que manteve o trabalho após o incidente e que chegou a trocar mensagens com Ye durante o período.
Especialista em arquitetura, Censori também mencionou, em declarações ao meio de comunicação, que buscou tratamento institucional para cuidar de si mesma, enquanto Ye passou por rehab e iniciou uso de medicação. Ela ressaltou que o apoio permanece como modo de cuidar do parceiro, sem emitir juízos sobre o que ocorreu.
Segundo os relatos apresentados no tribunal, Saxon afirma ter trabalhado sem receber salários proporcionais, com pedidos de indenização relacionados a despesas médicas, perda de renda e sofrimento emocional. A defesa de Ye sustenta que Saxon recebeu cerca de 240 mil dólares por menos de dois meses de serviço e contesta a caracterização do trabalhador como empregado.
A próxima etapa envolve o testemunho de Ye, que está previsto para ocorrer antes do julgamento ser decididamente encaminhado à decisão de um júri de 12 membros, com quórum mínimo de nove votos para a sentença. A matéria continua em acompanhamento à medida que novas informações surgem no processo.
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