- No último sábado, um funcionário do Sesc Pompeia tirou a própria vida dentro da unidade, levando à suspensão de atividades, incluindo dois shows, sob justificativa inicial de problemas técnicos.
- Dias depois, um grupo anônimo denominado Coletivos de Trabalhadores e Trabalhadoras do SESC divulgou nota de luto e questionou as condições de trabalho na instituição, citando sobrecarga, pressão por metas, assédio, perda de direitos e ausência de políticas de cuidado com a saúde mental.
- A nota descreve o ambiente de trabalho como desgastante e afirma que, quando as estratégias individuais falham e não há apoio coletivo, o desfecho pode ser uma tragédia anunciada.
- Um exaustor de mais de dez anos de trabalho no Sesc afirma que há divergência entre a imagem pública do órgão e a realidade vivida pelos funcionários, criticando a gestão voltada a metas e a prática de pressão e assédio.
- O Departamento Regional do Sesc São Paulo é chefiado por Luiz Deoclecio Massaro Galina, desde a morte de Danilo Santos de Miranda em 2023; a instituição não respondeu até o momento sobre políticas de saúde mental ou canais de denúncia.
O Sesc Pompeia, na zona oeste de São Paulo, viveu um episódio triste no último fim de semana. Um funcionário tirou a própria vida dentro da unidade. A direção inicialmente informou que houve suspensão de atividades por motivos técnicos.
O fato, que só veio à tona dias depois, mobilizou trabalhadores e frequentadores. Um grupo anônimo, identificado como Coletivos de Trabalhadores e Trabalhadoras do SESC, divulgou uma nota de luto acompanhada de críticas ao ambiente de trabalho.
Segundo o coletivo, a rotina na instituição tem sido marcada por sobrecarga, pressão por metas, episódios de assédio, retirada de direitos e ausência de políticas de cuidado com a saúde mental. O texto aponta um desgaste emocional contínuo.
Um trabalhador com mais de dez anos de Sesc, que pediu anonimato, disse à imprensa que existe uma diferença entre o que é apresentado ao público e a realidade vivida pelos empregados. Ele disse que a gestão parece priorizar resultados.
Ele ainda relatou episódios de assédio durante atividades de acolhimento promovidas pela instituição. A acusação envolve uma cultura de gestão voltada a metas, segundo a testemunha.
O Sesc São Paulo, cuja diretoria atual é chefiada por Luiz Deoclecio Massaro Galina, não respondeu até a publicação sobre o caso nem sobre políticas de saúde mental ou canais de denúncia de assédio. A instituição rução entre imagem pública e relatos internos.
O episódio levanta questionamentos sobre o suporte institucional aos trabalhadores. O coletivo de funcionários afirmou que silêncio institucional pode sinalizar omissões relevantes, reforçando a necessidade de políticas claras de cuidado e canais seguros de denúncia.
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