- A Casa Bola, residência esférica do arquiteto Eduardo Longo na esquina da avenida Faria Lima com a rua Amauri, fica aberta ao público pela primeira vez na quinta edição do Aberto, entre sete de março e trenta e um de maio.
- O projeto, construído entre 1974 e 1979, tem diâmetro de oito metros e foi formado sobre uma malha de tubos de aço reciclados, com espaços internos distribuídos de forma modular.
- Durante a mostra, aproximadamente dois mil ingressos já haviam sido vendidos, com exposições de cerca de cinquenta artistas brasileiros e internacionais em sessenta obras.
- Além da circulação pela Casa Bola, o Aberto Rua leva vinte e três obras comissionadas para a Faria Lima, entre a Gabriel Monteiro da Silva e a rua Adolfo Tabacow, buscando levar arte ao fluxo da cidade.
A Casa Bola, residência esférica do arquiteto Eduardo Longo, fica na esquina da Avenida Faria Lima com a Rua Amauri, em São Paulo. A casa, inédita para visitação pública, é aberta durante a 5ª edição do Aberto, plataforma de exposições. A abertura acontece entre 7 de março e 31 de maio.
Longo, hoje com 83 anos, abriu o imóvel pela primeira vez para receber obras de arte. O projeto integra a programação do Aberto, com curadoria de Kiki Mazzucchelli e Claudia Moreira Salles. Quase 2 mil ingressos já haviam sido vendidos antes da abertura oficial.
A Casa Bola foi construída entre 1974 e 1979. A esfera de oito metros de diâmetro é moldada sobre uma malha de tubos de aço reciclados que formam paredes e móveis. Todo o conjunto é branco, evocando uma nave espacial.
A casa é compacta, mas planejada para a vida cotidiana. Os ambientes são distribuídos em níveis: quartos e armazenamento na base, cozinha e sala no nível intermediário, sala de estar no topo com ampla visão da cidade.
Entre os objetivos do projeto, Longo buscava uma forma que pudesse ser produzida de modo industrial, com a ideia de reduzir posses e enfatizar a leveza material. Em entrevistas, ele descreveu a esfera como o volume mais leve.
Durante décadas, o térreo permaneceu com circulação livre, incluindo acesso ao tobogã da casa, utilizado por crianças da vizinhança e por moradores de rua. A curiosidade de arquitetos e artistas só aumentou com o tempo.
A partir de 2011, a visita de Rem Koolhaas e Hans Ulrich Obrist reforçou o status icônico da obra. O espírito radical da Casa Bola fortaleceu a participação no Aberto, que visa revelar peças inventivas da contracultura arquitetônica.
Nesta edição, cerca de 50 artistas brasileiros e internacionais apresentaram 60 obras na casa. As peças dialogam com a construção, com o estilo lúdico de Longo e com a trajetória do arquiteto.
Há ainda um núcleo dedicado à trajetória de Eduardo Longo, com desenhos e fotos de projetos ousados. A curadoria para esse conjunto é de Fernando Serapião.
Paralelamente, o projeto Aberto Rua ocupa a região da Faria Lima com 23 obras comissionadas. As obras ficam entre a Gabriel Monteiro da Silva e a Rua Adolfo Tabacow, ampliando o acesso à arte no espaço público.
Com a iniciativa, a arte contemporânea cruza o fluxo urbano, oferecendo um recorte de qualidade sem perder a ligação com a cidade. O conjunto da mostra promete apresentar um dos programas mais originais da temporada.
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