- Meta é processada na Califórnia por supostamente expor pessoas em situações íntimas ao liberar o acesso de funcionários terceirizados às imagens dos óculos Ray-Ban Meta, usados para treinar IA.
- Trabalhadores da empresa terceirizada Sama, no Quênia, analisam registros para descrever imagens e treinar a IA, o que inclui cenas privadas.
- Relatos de trabalhadores indicam que há vídeos de banheiro, despindo-se e até cenas de sexo capturadas pelos óculos.
- A Meta afirma que as imagens são borradas antes da revisão e que a análise pode ser automática ou humana; a empresa diz que os óculos não gravam de forma contínua.
- Reguladores internacionais, incluindo o ICO do Reino Unido, também trataram do tema, cobrando transparência sobre quais dados são coletados e como são usados.
A Meta está envolvida em um processo nos Estados Unidos sob a acusação de expor pessoas em situações privadas por meio de seus óculos inteligentes Ray-Ban Meta. A denúncia alega que a empresa cedeu acesso a imagens a trabalhadores terceirizados que treinam sistemas de inteligência artificial, incluindo momentos íntimos, além de dados sensíveis.
Segundo a ação, os registros também contêm detalhes de dados bancários e mensagens privadas. O processo foi protocolado na Califórnia na última quarta-feira, cinco dias após uma reportagem sueca revelar a rotina de anotadores que analisam as imagens geradas pelos óculos.
Além disso, trabalhadores de uma empresa terceirizada do Quênia, identificada como Sama, teriam acesso aos registros para descrever conteúdos e treinar a IA. Eles passaram a observar cenas em banheiro, relações sexuais e outros momentos privados.
A Meta admite que pessoas podem ver registros feitos com os óculos, conforme seus termos de uso. A empresa afirma que as imagens são borradas antes da revisão para proteger a privacidade, mas fontes suecas sustentam que esse filtro nem sempre funciona, permitindo visibilidade de rostos.
Processo e respostas
O processo sustenta que os óculos foram vendidos pela Meta como produto que garante privacidade. A ação acusa propaganda enganosa e violação de leis de privacidade. O ICO, órgão regulador de dados do Reino Unido, também pediu informações adicionais à Meta sobre a coleta de dados.
A Meta afirma que o processamento de imagens é regido pelos seus termos de serviço e que os óculos não gravam de forma contínua, funcionando apenas quando acionados por botão ou comando de voz. As informações de privacidade permanecem sujeitas às políticas da empresa.
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