Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Meta é acusada de expor nudez e dados de usuários com vídeos de óculos

Processo nos Estados Unidos acusa Meta de expor pessoas em momentos privados ao permitir que terceiros analisem imagens de óculos Ray-Ban Meta

Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Carlos Barria
0:00
Carregando...
0:00
  • Meta é processada na Califórnia por supostamente expor pessoas em situações íntimas ao liberar o acesso de funcionários terceirizados às imagens dos óculos Ray-Ban Meta, usados para treinar IA.
  • Trabalhadores da empresa terceirizada Sama, no Quênia, analisam registros para descrever imagens e treinar a IA, o que inclui cenas privadas.
  • Relatos de trabalhadores indicam que há vídeos de banheiro, despindo-se e até cenas de sexo capturadas pelos óculos.
  • A Meta afirma que as imagens são borradas antes da revisão e que a análise pode ser automática ou humana; a empresa diz que os óculos não gravam de forma contínua.
  • Reguladores internacionais, incluindo o ICO do Reino Unido, também trataram do tema, cobrando transparência sobre quais dados são coletados e como são usados.

A Meta está envolvida em um processo nos Estados Unidos sob a acusação de expor pessoas em situações privadas por meio de seus óculos inteligentes Ray-Ban Meta. A denúncia alega que a empresa cedeu acesso a imagens a trabalhadores terceirizados que treinam sistemas de inteligência artificial, incluindo momentos íntimos, além de dados sensíveis.

Segundo a ação, os registros também contêm detalhes de dados bancários e mensagens privadas. O processo foi protocolado na Califórnia na última quarta-feira, cinco dias após uma reportagem sueca revelar a rotina de anotadores que analisam as imagens geradas pelos óculos.

Além disso, trabalhadores de uma empresa terceirizada do Quênia, identificada como Sama, teriam acesso aos registros para descrever conteúdos e treinar a IA. Eles passaram a observar cenas em banheiro, relações sexuais e outros momentos privados.

A Meta admite que pessoas podem ver registros feitos com os óculos, conforme seus termos de uso. A empresa afirma que as imagens são borradas antes da revisão para proteger a privacidade, mas fontes suecas sustentam que esse filtro nem sempre funciona, permitindo visibilidade de rostos.

Processo e respostas

O processo sustenta que os óculos foram vendidos pela Meta como produto que garante privacidade. A ação acusa propaganda enganosa e violação de leis de privacidade. O ICO, órgão regulador de dados do Reino Unido, também pediu informações adicionais à Meta sobre a coleta de dados.

A Meta afirma que o processamento de imagens é regido pelos seus termos de serviço e que os óculos não gravam de forma contínua, funcionando apenas quando acionados por botão ou comando de voz. As informações de privacidade permanecem sujeitas às políticas da empresa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais