- O conselho de Kent, liderado pelo Partido Reforma, vai vender 168 lotes da coleção de arte, incluindo 33 fotografias de Tony Ray-Jones.
- A venda acontece na terça-feira, 10 de março, e inclui ainda uma obra inicial de Andy Goldsworthy e uma litografia de Sidney Nolan.
- O material estava armazenado no porão do County Hall, em Maidstone, e não houve oferta aos museus ou galerias do condado.
- O órgão justifica a venda pela falta de opções de armazenamento viáveis e pela pressão financeira, apesar de não ter respondido sobre quem iniciou a venda.
- Críticos destacam que a venda de obras significativas pode representar uma perda cultural a longo prazo, em contraste com o ganho financeiro de curto prazo.
O Conselho de Kent está vendendo parte de sua coleção de arte, incluindo 33 fotografias de Tony Ray-Jones, um marco da fotografia britânica pós-guerra. A venda ocorre na terça-feira, 10 de março, por meio de leilão promovido pela Sworders. Serão 168 lotes, provenientes do Kent Visual Arts Loan Scheme (KVALS).
Entre as obras, há um trabalho inicial de Andy Goldsworthy e uma litografia de Sidney Nolan. Ray-Jones aparece com imagens que mostram festividades e tradições locais no condado, capturadas em séries do final dos anos 1960. A venda busca recursos para o orçamento da instituição.
Motivações e armazenamento
O Conselho, liderado pelo partido Reformista, afirma que a coleção ficou armazenada no porão do County Hall, em Maidstone, e precisa ser transferida. Informa ainda que não foram encontradas opções viáveis de armazenamento alternativo devido a pressões financeiras. A medida também não envolve museus locais.
A autoridade reconhece que as obras não foram apresentadas a museus ou galerias do condado. O Executivo enfrenta um déficit orçamentário acentuado, sem ainda entregar promessas de cortes de impostos feitas nas eleições locais do ano anterior.
Contexto histórico e reação
Antes de um lance anterior, promovido em julho de 2025, a administração consultou um historiador de arte que avaliou os itens. A ideia era verificar valor histórico, não apenas valor monetário, com parte das peças de artistas estabelecidos também no conjunto.
John Brazier, ex-chefe de artes e museus da Kent, adquiriu as fotos de Ray-Jones para o KVALS durante uma exposição nos anos 1980. Para ele, o valor cultural é maior que o de venda, salientando que as imagens refletem a vida em Kent em várias festas locais.
Ray-Jones, nascido em Somerset, teve vínculos com Kent, onde passou parte da infância. Suas fotos de choques entre tradição e modernidade aparecem em áreas como Chatham, Broadstairs e Margate. A prática fotográfica ficou exposta no Tate Britain, em exibição relacionada à arte britânica moderna.
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