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Qual o papel dos museus de arte em tempos de tensão cívica

Em tempos de crise cívica, museus reforçam o papel de espaço público acolhedor, oferecendo ações solidárias que sustentam comunidades e fortalecem vínculos

A march against federal immigration enforcement in downtown Minneapolis on 23 January, a day when most art spaces in the city (including the Walker Art Center) were closed in solidarity
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  • Minneapolis enfrenta impactos da operação de fiscalização de imigração, com artistas e comunidades temendo abordagens e escolas adotando ensino remoto para não prejudicar alunos.
  • O Walker Art Center manteve as portas abertas como espaço cívico, promoveu atividades nas galerias, cinema e laboratório de arte, além de oficinas com artesãos indígenas ligadas à exposição Dyani White Hawk: Love Language.
  • Nos últimos dias, foram distribuídos mais de 1.000 kits de arte para programas after-school, visando alcançar famílias afetadas e ampliar o acesso à cultura.
  • Em 23 de janeiro houve a paralisação geral, Dia de Verdade e Liberdade, com fechamento das instituições para apoiar a equipe, parceiros e comunidades.
  • O museu destaca que o acolhimento real depende de parcerias com organizações comunitárias e de ações que respondam às realidades locais, reforçando o papel das artes na saúde coletiva.

O Walker Art Center, em Minneapolis, afirma manter seu papel cívico em tempos de tensão cívica. A instituição relata impactos da Operação Metro Surge, aumento de fiscalização de imigração, que afeta artistas, funcionários, visitantes e comunidades locais. Em Twin Cities, muitos moradores se abrigaram para evitar detenção, independentemente de status migratório.

A organização diz que manteve as portas abertas para acolher o público, com atividades nos espaços de galeria, cinema, teatro e laboratório de arte. Foram exibidos filmes, recebidos artistas convidados e promovidas oficinas de artesanato com artesãs indígenas ligadas à exposição Dyani White Hawk: Love Language. Também foram distribuídas mais de 1.000 caixas de arte para programas educativos.

Em 23 de janeiro, feriado unificado de sindicatos, fé e trabalhadores da região pediu uma greve geral chamada Day of Truth and Freedom. Nesse dia, o Walker Art Center fechou as portas para apoiar a equipe, parceiras e comunidades. No dia seguinte, 24 de janeiro, ocorreu o falecimento de Alex Pretti, ocorrido em circunstâncias não detalhadas pela instituição.

Segundo o museu, o fechamento temporário reforçou o compromisso com um espaço de refúgio e solidariedade, reconhecendo a necessidade de responder às realidades vividas pelas vizinhanças. O texto destaca que a instituição investiu, ao longo de anos, em parcerias com organizações comunitárias, residências de artistas e mentoria curatorial.

A diretora executiva Mary Ceruti ressalta que museus devem evoluir para lugares inclusivos, seguros e de conexão cultural. A instituição afirma que a presença de público em momentos de crise depende de oferecer acolhimento, confiança e relevância para as comunidades, especialmente diante de polarização social.

A Walker Art Center descreve a própria trajetória como parte da vida cultural de Minneapolis, enfatizando a importância de relações recíprocas com comunidades locais. O objetivo é manter o museu como espaço público que fomente cuidado e diálogo por meio da arte.

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