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Autoridades de Sumatra mantêm checagens ambientais após ciclone mortal

Fiscalização ambiental continua em Sumatra Ocidental após o ciclone Senyar; cinco empresas são apontadas por infrações, com novas inspeções em curso

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  • Inspectores ambientais de Sumatra continuam monitorando a conformidade de empresas de mineração e outras, três meses após o ciclone Senyar que deixou mais de mil mortos.
  • Na área de Mount Sariak, nos arredores de Padang, 18 empresas passaram por inspeção, incluindo treze sites de mineração, duas de óleo de palma e uma incorporadora.
  • Algumas licenças de pedreiras foram encontradas vencidas; entre as irregularidades comuns estão falhas em obrigações de documentos de aprovação ambiental e falta de uma lagoa de sedimentação.
  • Moradores relatam impactos da run-off de mineração no rio Hulu Aia, com água tingida, queda de colheitas e aumento de custos para obter água potável.
  • O governo regional planeja novas regras para zonas de mineração comunitária; o governo central já suspendeu licenças de 28 empresas relacionadas ao desastre.

Em Sumatra, autoridades ambientais mantêm monitoramento de empresas de mineração e outros setores após o Cyclone Senyar, que deixou mais de 1.000 mortos há três meses. Inspeções relâmpago foram realizadas na região de Mount Sariak, próximo a Padang, com novas sinalizações para denúncias de irregularidades.

A direção de meio ambiente de West Sumatra informou que, no entorno de Padang, 18 empresas passaram por vistoria recente, sendo 13 sites de mineração, duas de óleo de palma e uma incorporadora habitacional. Alguns alvarás de lavras foram considerados vencidos.

A vice-liderança local destacou que as ações não apontam relação direta entre as escavações e as inundações causadas pelo ciclone. Mesmo assim, moradores relatam impactos na água, na agricultura e na vida cotidiana.

Detalhes das inspeções e denúncias

Em áreas de Sariak, equipes verificaram uso do solo e conformidade ambiental, com relatos de locais que não teriam atendido aos requisitos de aprovação ambiental. Em um estaleiro, fiscais ordenaram aprofundamento de um lago de sedimentação, sob supervisão do Ministério do Meio Ambiente.

O chefe da divisão de mineração de West Sumatra informou violações em cinco empresas que atuam na região montanhosa, sem ligação direta com Senyar, segundo a Administração local. A região exige deslocamentos longos por vias precárias para acesso aos locais.

Para moradores, a atividade de pedreiras aproxima-se da periferia de Padang e agrava riscos de água contaminada. O rio Hulu Aia tornou-se turvo, elevando preocupações com a saúde e com a produção local de alimentos.

Alguns residentes afirmam que o mananciar de água ficou irregular após as obras, aumentando custos mensais de água para higiene e alimentação. Debris e sedimentos reduzem a vazão de rios e elevam o risco de cheias.

Políticas e contexto

O governo de West Sumatra planeja abrir caminho legal para 301 zonas de mineração comunitária, em nove distritos, para ampliar a supervisão de operações na mata e em áreas de abastecimento hídrico. A medida é alvo de críticas de organizações civis.

O governo central informou que suspendeu licenças de 28 empresas ligadas ao desastre, mas entidades independentes argumentam que parte dessas licenças já expiraram ou foram revogadas anteriormente. Em alguns casos, concessões não incidiam nas áreas atingidas.

Especialistas ouvidos por organizações da sociedade civil defendem auditoria ambiental ampla, com suspensão de atividades de campo até novo levantamento. A discussão envolve fiscalização, conformidade e proteção de comunidades.

Junto aos relatos, moradores de Sariak descrevem mudanças no cotidiano, com receio de novos deslizamentos e enchentes na temporada de monções, ainda comum após o ciclone.

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