- Itália comprou um retrato de Caravaggio por € 30 milhões, um dos maiores valores já pagos pelo Estado por uma obra de arte única.
- A obra passará a integrar o acervo permanente do Palazzo Barberini, em Roma, sede da Galeria Nacional de Arte Antiga.
- O retrato, feito entre 1598 e 1603, mostra Maffeo Barberini, clerigo influente e futuro papa Urbano VIII; ele encomendou o Palazzo Barberini.
- A peça foi exposta apenas uma vez desde a atribuição a Caravaggio, em 1963, e voltou a aparecer no Palazzo Barberini em novembro de 2024, antes de exposição sobre o artista.
- A obra será restaurada; permanece em bom estado, sem intervenções desde os anos sessenta, e está entre as obras atribuídas com certeza a Caravaggio (contando com divergências de números entre especialistas).
A Itália anunciou a compra de um retrato de Caravaggio por €30 milhões, um valor descrito pelo governo como um dos maiores já pagos pelo Estado por uma única obra de arte. A negociação ocorreu ao longo de mais de um ano com os proprietários privados em Florença. A obra passa a integrar o acervo permanente do Palazzo Barberini, em Roma.
O retrato, pintado entre 1598 e 1603, mostra Maffeo Barberini, importante clérigo e futuro Papa Urbano VIII, segurando papéis e apontando como se desse instruções. Barberini mandou construir o Palazzo Barberini, concluído em 1633, onde a obra ficará exposta nos salões dedicados a Caravaggio.
A aquisição foi anunciada pelo Ministério da Cultura, que ressalta a importância histórica da peça e sua contribuição para o acervo público. A pintura já havia sido exibida apenas uma vez desde que a atribuição a Caravaggio foi reconhecida pelo historiador Roberto Longhi, em 1963.
Detalhes da aquisição
O ministério informou que o quadro entrará para a coleção permanente da galeria do Palazzo Barberini e que a negociação foi conduzida com os atuais proprietários privados de Florença, que mantinham a obra na capital toscana.
Perspectivas acadêmicas
Especialistas destacam o valor educativo da aquisição, que permite estudos sobre a técnica de Caravaggio, incluindo traços de pincelada e uso da perspectiva. Conservadores também preveem restauração a ser realizada na obra, que não recebeu intervenções significativas desde a década de 1960.
O Ministério da Cultura aponta que a obra é uma das apenas 65 peças, entre as quais três retratos, com atribuição quase certa a Caravaggio. Ainda assim, há divergência entre estudiosos sobre o número total de obras atribuídas ao pintor, com estimativas que variam.
Os antigos donos privados não foram identificados pelo ministério nem aparecem na lista do catálogo da exibição no Palazzo Barberini Caravaggio. A exibição atual do museu já incluiu o retrato no contexto de uma mostra sobre o artista.
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