- TEFAF Maastricht mantém o formato tradicional com 276 expositores e ajustes no layout, buscando ampliar a presença de obras do século XX e de fotografia, sem abandonar os mestres antigos.
- O evento combina obras de milhares de anos com peças modernas e contemporâneas, destacando a importância da seção Focus e stands solo para fotografia.
- Destaques anunciados incluem itens como o pote neolítico chinês (ca. 2200–2000 a.C.), estela egípcia do Médio Reino, colar de tourmalinas “Bloem” e pintura de Gauguin.
- Também aparecem peças de 19º e 20º século, como a Seated Bather de Rodin, Volcano de Degas e um drawing de Bandinelli, além de obras restituidas por museus.
- A liderança da feira tem passado por mudanças, com Dominique Savelkoul deixando o cargo; galleristas novos, como Alison Jacques, reforçam a aposta em Modern e contemporâneo, destacou Boris Vervoordt.
A TEFAF Maastricht abriu as portas em meio a incertezas de mercado e mudanças na gestão, mas mantém o ritmo de uma das feiras de arte mais cobiçadas. Este ano, o evento amplia a presença de obras do século XX e de modernismo, sem abandonar seus clássicos de velhos mestres.
A edição reúne 276 expositores, incluindo estandes compartilhados, e segue o formato tradicional no MECC, em Maastricht. A proposta é ampliar a participação de galerias com material secundário de 20th century, ao lado de peças antigas já consolidadas. A organização aposta no equilíbrio entre tradição e novidades.
A liderança recente da feira tem sido pega de surpresa por turbulências internas. Dominique Savelkoul, que assumiu na gestão anterior, não completou o ano, reacendendo o desafio de encontrar um novo diretor estável. Mesmo assim, a mostra prossegue com ajustes no layout e na curadoria.
Novo fôlego para o Old Master
No salão de exposições, o foco em fotografia ganha centralidade ao lado de objetos antigos. Destaques incluem trabalhos de Robert Mapplethorpe e uma parceria entre livraria antiga e especialista em fotografia que combina mapas antigos com cenas urbanas contemporâneas. A curadoria enfatiza que a fotografia não é coadjuvante.
Entre as peças anunciadas estão artefatos que remontam a mais de 4 mil anos, como uma jarra de cerâmica chinesa do Neolítico e uma estatueta egípcia do Médio Império. Outras peças de 8 galerias de arte antiga completam o conjunto, incluindo itens em pedra e metal de épocas diversas.
Tesouros que dialogam com o presente
A feira reserva espaço para joias históricas, manuscritos e pinturas. Um colar de tourmalinas de alta Pedra é exibido pela primeira vez, com destaque para a série Bloem criada por Margot McKinney. Obras de mestres do século XIX, como Rodin e Degas, também integram o conjunto.
Vários estandes destacam peças que dialogam com temas atuais, como uma gravura de Bandinelli relacionada a narrativas renascentistas, reinterpretada para o mercado contemporâneo. A curadoria vai além do tradicional, buscando conexões entre passado e presente.
Novos nomes e expansão de público
Galerias jovens ganham espaço, incluindo a apresentação de Alison Jacques, que participa tanto de Maastricht quanto da edição de Tefaf New York. A galeria aposta em um mix de surrealismo histórico com obras contemporâneas, reforçando o apelo educativo e museal da feira.
Boris Vervoordt, presidente do comitê executivo, destaca a importância de atrair novas gerações de galeristas e visitantes. Ele ressalta que eventos presenciais permanecem centrais, mesmo em um cenário cada vez mais digital, fortalecendo o aprendizado sobre o passado.
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