- Três cidades vão receber o projeto-piloto de atendimento domiciliar a idosos: Fortaleza (Conjunto Palmeiras e Barra do Ceará), Juazeiro, na Bahia, e Colombo, no Paraná, com início previsto para abril.
- Serão beneficiados 300 idosos em cada município, com foco em áreas de maior vulnerabilidade, como as comunidades de Fortaleza.
- O programa, chamado Cuidando em Casa, terá apoio de governo federal, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Agência de Cooperação Internacional do Japão, para ampliar autonomia dos idosos e reduzir a sobrecarga de quem cuida.
- A iniciativa envolve atendimento multidisciplinar, com suporte de unidades básicas de saúde e centros de referência de assistência social, e inclui as cuidadoras, muitas delas elderly, que vivem na mesma realidade.
- Em Fortaleza, cerca de 365 mil pessoas são idosas, representando 15% da população; a maioria está em vulnerabilidade e será atendida pelo projeto.
Três cidades vão receber um projeto-piloto de atendimento domiciliar a idosos. Em Fortaleza, Juazeiro (BA) e Colombo (PR) os trabalhos começam em abril, com foco em triagem e implementação do programa.
O projeto, batizado de Cuidando em Casa, é nacional e prevê atender 300 idosos em cada município na fase inicial. O foco é agir em comunidades de maior vulnerabilidade, incluindo periferias de Fortaleza.
Além de Conjunto Palmeiras, Barra do Ceará também receberá a ação. A vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar, destacou situações de idosos acamados e a necessidade de cuidado contínuo.
Quem está envolvido
O projeto terá apoio de profissionais de saúde e assistência social, trabalhando de forma multidisciplinar em parceria com unidades básicas de saúde e centros de referência de assistência social.
O financiamento envolve recursos federais, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). O objetivo é ampliar autonomia dos idosos e reduzir sobrecarga de cuidadores.
O ministro Wellington Dias ressaltou que a política pública busca integrar o atendimento domiciliar à proteção social básica. A secretária Laís Abramo aponta o piloto como etapa de aperfeiçoamento nacional.
Contexto local e impactos
Fortaleza tem cerca de 365 mil idosos, representando 15% da população, com 65% concentrados em vulnerabilidade. A iniciativa busca estruturar o cuidado em domicílio para atender esse público.
A coordenadora Vejuse Alencar afirmou que muitas cuidadoras são idosos. O programa visa apoiar quem cuida e reduzir jornadas exaustivas de mais de 20 horas diárias.
Especialistas locais veem o Cuidando em Casa como possibilidade de reduzir internações e ampliar prevenção no sistema público, com impactos positivos para famílias e serviços sociais.
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