- A Fundación Vasarely mira 2026 para retomar o ritmo, comemorando o 120º aniversário de Victor Vasarely e o 50º da edificação em Aix-en-Provence.
- O prédio, inaugurado em 1976 e listado como monumento histórico em 2013, sofreu décadas de abandono; intervenções já reapertaram a fachada externa e o telhado, com sistemas de aquecimento e controle de umidade instalados.
- Em 2023, a fundação leiloou obras para financiar a restauração; desde 2019 o apoio público caiu, tornando o financiamento mais desafiador.
- Das 42 obras monumentais e de duas esculturas, cerca de metade já foi restaurada; a conclusão das restantes pode custar entre 100 mil e 120 mil euros por peça.
- Estão programados 12 de junho a 1 de novembro de 2026 uma grande mostra do trabalho de Vasarely, em alinhamento com a recente abertura próxima de uma casa de estudo e patrimônio de Cézanne.
Victor Vasarely retorna aos holofotes: a Fundação Vasarely, em Aix-en-Provence, busca retomar o ritmo após anos de negligência e aperto de financiamento. A família do pioneiro da Op Art espera que 2026 marque um novo capítulo da instituição, fundada em 1971.
Situada em um prédio na colina que celebra seu 50º aniversário, a obra arquitetônica de fachada em que círculos dentro de quadrados encanta visitantes. No entanto, o interior acumula danos, com obras cobertas e áreas em necessidade de reparos urgentes.
Contexto e números-chave
Há um ano, a fundação promoveu leilão de obras para financiar a restauração do edifício e das peças site-specific. A administradora Caroline Vasarely informou que, desde 2019, o financiamento público praticamente acabou. Sem apoio, as próprias obras são custeadas pela instituição.
Historicamente marcada por disputas locais e questões de herança, a fundação enfrentou diversos revezes após a morte de Victor Vasarely. O atual impulso veio com Pierre Vasarely, neto do artista, que assumiu a presidência em 2009.
Avanços e desafios
O edifício foi tombado como monumento histórico em 2013. Anos de abandono deixaram marcas, como falta de aquecimento, sistemas de climatização e problemas no telhado. Reparos externos, fachada e os 14 claraboios foram concluídos; sistemas de climatização e umidade foram instalados.
A restauração das obras de arte é mais lenta. O programa recuperou cerca de metade das 42 esculturas monumentais e das peças murais. Estima-se que os 20 trabalhos restantes custem entre 100 mil e 120 mil euros cada um.
Perspectivas para 2026
A fundação declara depender de apoio público para investimentos, mesmo como monumento histórico, garantindo a manutenção. A meta de retorno de público é essencial, com 102 mil visitantes registrados em 2019, antes da pandemia.
Para 2026, a Vasarely planeja uma grande mostra em junho, coincidindo com o 120º aniversário de nascimento do artista e o 50º da abertura do prédio. A abertura recente da casa de Cézanne, vizinha, é citada como fator de melhoria de posicionamento para a fundação.
Entre na conversa da comunidade