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O que significa o segundo F em Tefaf?

Tefaf Maastricht é fundação sem fins lucrativos; o segundo F significa “fairs” e “foundation”, evidenciando foco comunitário e parcerias com museus

Deep history: setting up at the Antiquairs International fair in the early 1980s, which merged with another Dutch fair to later become Tefaf
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  • A feira Tefaf Maastricht é organizada como uma fundação (stichting) sem fins lucrativos, criada para operar “por e para os dealers” e com governança formada por dealers, colecionadores e museus.
  • O segundo “F” de Tefaf já suscitou debates: ele representa tanto fairs (feiras) quanto foundation (fundação), com a instituição enfatizando o aspecto não lucrativo e de apoio à comunidade.
  • A estrutura não lucrativa permite reinvestimentos para tornar o evento melhor para a comunidade de dealers, curadores e museus, segundo a diretora financeira Will Korner e a curadora Laura Kugel.
  • Tefaf tem, nos últimos anos, colaborado com museus, incluindo uma exposição de Giacometti apresentada pelo Kunsthaus Zürich, fortalecendo parcerias público-privadas.
  • Desde 2008, a Tefaf apoia a Cultural Emergency Response (negrito) e, desde 2012, mantém um fundo de restauração de museus que concede duas bolsas anuais de € 25 mil cada para restauro de obras. A Summit da Tefaf, realizada em 16 de março, reforça esse diálogo com órgãos públicos.

TEFAF Maastricht tem uma posição singular no mundo das feiras de arte: além de vender obras, a organização sem fins lucrativos apoia lojistas e ONGs culturais. O foco é manter o evento sustentável para a comunidade artística.

Fundação, não apenas feira. A sigla TEFAF pode significar European Fine Art Foundation ou European Fine Art Fair. A explicação mais aceita vem dos fundadores, que optaram por uma entidade legal criada para trabalhar “pelos dealers, para os dealers” sem favorecer alguém.

A TEFAF funciona como stichting, uma forma jurídica holandesa de fundação. A governança inclui comissão executiva e conselho de curadores, com colecionadores e representantes de museus entre os membros.

Essa estrutura distingue TEFAF de marcas de feiras com fins lucrativos. A finalidade é reinvestir os recursos para melhorar o evento e beneficiar toda a comunidade envolvida, não haver acionistas buscando retorno.

Entre os apoiadores, a TEFAF também atua como ponte entre dealers, curadores e historiadores, ampliando redes de contato além da relação direta vendedor-colecionador. A comparação de Laura Kugel ilustra esse ambiente.

Colaborações públicas e museológicas ajudam a consolidar a reputação. Nesta edição, uma exposição de Giacometti, apresentada pelo Kunsthaus Zürich, integra as ações culturais de TEFAF Maastricht.

A organização tem uma agenda de responsabilidade cultural que envolve iniciativas filantrópicas e de preservação. Desde 2008 apoia a Cultural Emergency Response, ONG que protege patrimônio em risco, e lançou, em 2012, um fundo de restauro museal com duas bolsas anuais de €25 mil.

Alguns dealers costumam questionar medidas que pareçam deslocar o foco da venda. Quando os objetivos são claros, os benefícios aparecem para todo o setor, inclusive para museus e organizações culturais.

Nessa linha, a TEFAF mantém parcerias com instituições públicas, como a Comissão Nacional da UNESCO, para promover debates e projetos conjuntos, ampliando o alcance da feira além do mercado imediato.

O segundo “F” de TEFAF, segundo Will Korner, chefe de feiras, é tanto Fair quanto Foundation. A ideia é manter o equilíbrio entre negócios e responsabilidade institucional, beneficiando a comunidade cultural.

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