- A Polícia Civil de São Paulo aponta, em relatório, que os envolvidos na venda ilegal de camarotes no Morumbi formaram uma associação criminosa profissionalizada que se beneficiava do esquema.
- O documento cita Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Marcio Carlomagno como integrantes.
- O material base foi um caderno apreendido com anotações de Adriana, que detalham funções, participação e período de atuação desde março de 2023, incluindo menção a shows após o de Coldplay.
- Segundo o relatório, Adriana era operadora logística e financeira; Schwartzmann era Diretor da Base do São Paulo; Mara Casares era Diretora Feminina, Cultura e Eventos, com divisão de 25% dos lucros.
- Defesas negam participação dos investigados; o caso teve início da investigação em dezembro do ano passado, após vazamento de áudios entre Douglas e Mara.
O inquérito da Polícia Civil de São Paulo aponta a existência de uma associação criminosa profissionalizada envolvida na venda ilegal de camarotes no Morumbi, estádio do São Paulo. A denúncia se baseia em um caderno apreendido na residência de uma das investigadas, Rita de Cássia Adriana Prado. O documento atribui funções técnicas aos envolvidos e detalha o funcionamento do esquema desde 2023 até fevereiro de 2025.
Segundo o relatório, a organização atuava de forma coordenada para explorar ativos do clube, com lucro dividido entre os integrantes. Adriana é identificada como operadora logística e financeira, Douglas Schwartzmann como Diretor da Base do São Paulo, Mara Casares como Diretora Feminina, Cultura e Eventos, e Marcio Carlomagno. O texto aponta uma divisão de 25% dos lucros para as operações clandestinas.
A apuração partiu da análise do caderno apreendido e das anotações nele contidas, que registram o funcionamento do esquema e as identidades envolvidas. O material também seria uma linha do tempo que indica o início das atividades em março de 2023, com referências a eventos como o show da banda Coldplay e a apresentação da cantora Shakira em fevereiro de 2024.
Conteúdo do caderno e implicações
O caderno descreve funções de cada um e descreve a organização de operações. Trechos mencionam preocupações com exposição e possíveis retaliações, além de indicar a existência de uma taxa de corrupção fixada. A Polícia Civil classifica as notas como provas fundamentais para o caso.
Contexto do inquérito
A investigação foi aberta em dezembro do ano passado, após vazamento de áudios envolvendo Douglas Schwartzmann e Mara Casares. O material aponta para a movimentação ilegal de camarotes durante shows e eventos no Morumbi. Douglas, Mara e Adriana estariam ligados a esse esquema.
Defesa e próximos passos
Defesas dos investigados enviaram notas negando participação e questionando vazamentos das informações. A defesa de Marcio Carlomagno não se manifestou até o momento. As apurações continuam para esclarecer vínculos e responsabilidades no caso.
Entre na conversa da comunidade