- O Outsider Art Fair de Nova York, até 22 de março, recebe uma série de pinturas de Sam Doyle; 20 obras da The Gallery of Everything fazem parte da coleção de Bob Roth, com preços entre 35 mil e 85 mil dólares.
- Doyle nasceu em 1906 em Saint Helena Island, na Carolina do Sul, marcado pela herança gullah; suas retratos narrativos são baseados em vizinhos e em histórias orais, pintados em madeira encontrada e lata enferrujada, exibidas no que chamou de “galeria ao ar livre”.
- Entre os temas, aparecem curandeiros locais, a avó do artista e figuras históricas como Robert Smalls; também retratou Martin Luther King Jr., Ray Charles e Jackie Robinson, conectando memória local à mudança nos Estados Unidos.
- Em 1982, suas obras foram destacadas na mostra Black Folk Art in America, 1930-1980, no Corcoran Gallery of Art, em Washington, DC, abrindo portas para reconhecimento mais amplo; Basquiat foi influenciado pelo seu estilo, e Ed Ruscha fez tributo com obra que integra a coleção permanente do The Broad.
- Após a morte de Doyle, a valoração de seu trabalho cresceu, com exposições em instituições como o Whitney Museum of American Art (2024), a Royal Academy of Arts (2023) e o Smithsonian American Art Museum (2022).
O Outsider Art Fair de Nova Iorque abriu espaço para uma série de pinturas de Sam Doyle, artista popular entre o público de arte outsider. O conjunto, composto por 20 obras da The Gallery of Everything, pertence ao acervo do editor Bob Roth, cofundador do Intuit Art Museum, em Chicago. Os preços variam entre 35.000 e 85.000 dólares.
Doyle foi um artista autodidata da ilha de Saint Helena, Carolina do Sul, nascido em 1906 em uma família Gullah. Suas narrativas artísticas retratam vizinhos, cenas de histórias orais passadas de geração em geração e figuras históricas locais, como Robert Smalls.
Além de retratos de moradores da ilha, o artista também abordou personalidades nacionais, incluindo Martin Luther King Jr., Ray Charles e Jackie Robinson, situando seu trabalho como registro cultural e reflexão de mudanças nos Estados Unidos.
O artista utilizava tinta de casa sobre madeira encontrada e metal enferrujido, exibindo as obras no que chamou de “galeria ao ar livre” em sua residência em Saint Helena. O espaço recebia visitas de vizinhos que passavam pela região.
Doyle raramente saiu da Carolina do Sul, sendo 1982 uma exceção marcante, quando teve presença na exposição Black Folk Art in America, 1930-1980, no Corcoran Gallery, em Washington, DC. O evento ampliou o reconhecimento do artista.
Ao longo das décadas, a obra de Doyle ganhou reconhecimento internacional. Instituições como o Whitney Museum (2024), a Royal Academy of Arts (2023) e o Smithsonian American Art Museum (2022) já exibiram seus trabalhos.
O Outsider Art Fair acontece no Metropolitan Pavilion, em Nova Iorque, e fica aberto até 22 de março. A mostra destaca a produção de Doyle, que mistura registro cultural regional com uma visão esteta ousada e gráfica.
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