- A National Gallery de Londres teve 4,2 milhões de visitantes em 2025, ainda abaixo dos 6 milhões de 2019, apesar da reabertura do Sainsbury Wing em maio.
- Após a reabertura, o fluxo aumentou mensalmente, mas deve fechar o ano em cerca de 4,9 milhões, cerca de 800 mil a menos que a média pré‑Covid.
- A instituição informou que precisará cortar postos de trabalho para enfrentar um deficit de £8.2m, com a maior queda associada aos visitantes internacionais, cerca de 1,7 milhão a menos que em 2019.
- A galeria planeja tornar-se mais acolhedora e relevante para o público britânico, buscando aumentar o turismo doméstico.
- O Museu Nacional de História Natural foi a atração mais visitada do Reino Unido em 2025, com 7,1 milhões de visitantes, ultrapassando o British Museum (6,4 milhões), segundo a Associação de Principais Atrações de Visitantes.
O London National Gallery não recuperou ainda o público pré-pandemia, apesar da reinauguração da Sainsbury Wing. Segundo levantamento anual do The Art Newspaper, a instituição recebeu 4,2 milhões de visitantes em 2025, frente a 3,2 milhões em 2024. Em 2019, foram 6 milhões.
Após a reabertura, em maio, houve aumento mensal de visitantes com melhorias de entrada, checagem de segurança e gestão de filas, mas os números ainda ficaram aquém de 2019. A previsão é de cerca de 4,9 milhões no ano, cerca de 800 mil a menos que a média anterior à Covid. A galeria anunciou, em fevereiro, cortes de pessoal devido a um déficit de 8,2 milhões de libras.
O representante da instituição afirmou que os números estão alinhados às expectativas e que não ocorreria recuperação total imediatamente após a reinauguração. A queda de visitantes internacionais é apontada como principal fator da lacuna, com cerca de 1,7 milhão a menos que em 2019.
Mudança de cenário: NHM ultrapassa o British Museum
Em Londres, o Natural History Museum atingiu 7,1 milhões de visitantes, tornando-se a atração mais visitada do Reino Unido e superando o British Museum, com 6,4 milhões. Segundo a Association of Leading Visitor Attractions (ALVA), esse é o maior público já registrado por um museu britânico.
Os números do NHM incluem visitantes do jardim recém renovado, que teve 6,3 milhões de entradas no edifício. O V&A East Storehouse abriu com números melhores que o esperado, próximo a 60 mil visitantes mensais. O museu V&A East abre oficialmente no próximo mês.
Instituições da Europa continental também tiveram bom desempenho, com números próximos aos períodos pré-Covid. O Louvre manteve liderança mundial, com 9 milhões, seguido pelo Vaticano, com 6,9 milhões. O Prado registrou recorde de 3,5 milhões, adotando medidas para controlar o fluxo de grupos.
O alcance global mais expressivo ocorreu no National Museum of Korea, em Seul, que saiu de 3,8 para 6,5 milhões de visitantes, atribuídos à popularidade da cultura coreana e ao público doméstico fortalecido. O Shanghai Museum East teve seu primeiro ano completo, recebendo 4,6 milhões.
A lista completa dos 150 museus de arte mais visitados no mundo será publicada no início de abril pelo The Art Newspaper.
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