- A gestação seguiu sem intercorrências até a 25ª semana, quando surgiu restrição de crescimento fetal e insuficiência placentária; a brida amniótica foi confirmada após o nascimento.
- O parto foi de emergência por pré-eclâmpsia, associada à evolução da insuficiência placentária; Eduarda nasceu com 580 gramas.
- A bebê passou cinco meses na UTI, com intercorrências como piora respiratória, distensão abdominal, intubação, parada cardiorrespiratória e choque séptico, vindo a receber alta após 145 dias.
- A amamentação exclusiva começou quatro meses após o parto; a rotina na UTI envolveu acompanhamento multiprofissional e visitas limitadas.
- Hoje, com sete meses, Eduarda apresenta evolução estável e segue em acompanhamento clínico; a mãe diz ter aprendido a valorizar momentos simples e compartilhar a experiência.
A gestação de Larissa Chehuen, 29 anos, transcorria sem intercorrências até a 25ª semana, quando a equipe médica identificou restrição de crescimento fetal e insuficiência placentária. O diagnóstico ocorreu durante exame morfológico, sem sintomas relevantes relatados pela gestante. A mãe é casada com o empresário Flávio Sarahyba, 44.
Após o nascimento, exames indicaram brida amniótica, condição rara em que membranas da bolsa esternal se projetam e podem envolver membros do bebê. A confirmação veio com avaliação genética realizada após o parto. A gravidez evoluiu para parto prematuro em razão da insuficiência placentária e da piora clínica materna associada à pré-eclâmpsia.
Complicações iniciais e parto
Eduarda nasceu com pouco mais de 500 gramas, na 25ª semana de gestação, e chorou ao nascer, chegando a não precisar de intubação inicial. A mãe revelou que, embora muito pequena, a bebê demonstrou vitalidade logo no nascimento. O parto de emergência foi necessário devido ao quadro de pré-eclâmpsia e ao risco para mãe e filha.
Internação e evolução da bebê
A recém-nascida permaneceu na UTI neonatal, em incubadora, com alimentação inicial por sonda. A amamentação começou apenas após quatro meses, diante da extrema prematuridade e das dificuldades técnicas. A mãe lembrou que cada ganho de peso e cada ml de leite representavam avanços constantes.
Quadro clínico complicado
Quase três meses após a internação, Eduarda apresentou piora respiratória associada a distensão abdominal e precisou de nova intubação. Houve parada cardiorrespiratória e uma cirurgia de urgência. Em seguida, desenvolveu choque séptico, momento considerado crítico pela equipe médica. A evolução clínica foi gradual, com recuperação progressiva.
Apoio familiar e alta
Durante o período, o pai acompanhou a filha diariamente no hospital. Ao fim de 145 dias, Eduarda recebeu alta, com peso mínimo estabelecido, capacidade de respirar sem suporte e alimentação por via oral. A família ressaltou a importância do cuidado multiprofissional na UTI. A mãe destaca que a brida amniótica não apresentou outras sequelas relevantes.
Rotina pós-alta e acompanhamento
Eduarda passou a ser acompanhada por cardiologia, endocrinologia, oftalmologia, cirurgia e fisioterapia. Atualmente, a bebê realiza fisioterapia motora duas vezes por semana e mantém acompanhamento endocrinológico. A família aguarda a realização de uma nova cirurgia. A amamentação exclusiva foi mantida após a alta.
Perspectiva familiar e retorno profissional
Com sete meses, a bebê apresenta rotina estável, com uso de poucos medicamentos. A mãe informou ter aprendido a valorizar acontecimentos simples, como o colo e a respiração, e já retomou parte das atividades profissionais. O relato público de Larissa tem recebido apoio de mães em situações semelhantes, sem entrar em detalhes não verificados.
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