- Echoes é a nova seção da Art Basel Hong Kong, dedicada a obras criadas nos últimos cinco anos, com apresentações de até três artistas por galeria.
- Hyun Nahm, Whistle — Hive (2025): mescla estéticas clássicas da Ásia oriental com tecnologia, ampliando ideias de consumo digital e hiperconectividade em escala reduzida.
- Leelee Chan, Klemm’s e Capsule Shanghai — peça em relevo geométrico preto com painéis de vidro âmbar e formas de planta, mesclando misticismo e urbanidade.
- Tiffany Chung, Global Spice Trade: routes from ancient time to the age of exploration/exploitation — mapa bordado que traça rotas históricas do comércio de especiarias, conectando culturas e migração.
- Outras obras em exibição incluem Kei Imazu, Cian Dayrit, Natalia Załuska, Jakkai Siributr, Li Yiwen, Daniel Boyd e Lewis Hammond.
Art Basel Hong Kong apresenta Echoes, a nova seção dedicada a obras criadas nos últimos cinco anos, com apresentações de até três artistas por galeria. O formato foca em visões contemporâneas em um espaço dinâmico e iluminado, reunindo galerias de diferentes partes do mundo.
A curadoria privilegia trabalhos recentes e investigativos, com foco em linguagem, técnica e tematizações atuais. A seção pretende oferecer um retrato apurado do estágio atual da produção de arte contemporânea global, concentrando visões de artistas emergentes e de meia-carreira.
Hyun Nahm, Whistle
A coreana Hyun Nahm apresenta Hive (2025) com uma fusão entre estética tradicional da Asia Oriental e abordagem tecnológica. A obra utiliza epoxy, cimento e poliestireno para scale down de ideias sobre consumo digital e hiperconectividade, examinando a vastidão da modernidade em escala reduzida.
Leelee Chan, Klemm’s e Capsule Shanghai
Leelee Chan, baseada em Hong Kong, investiga iconografia mística e decadência urbana. A peça, resultado de uma apresentação conjunta entre Klemm’s (Berlim) e Capsule Shanghai, é um relevo de parede em preto, com painéis de vidro âmbar e formas vegetais que remetem ao sagrado e ao futurista ao mesmo tempo.
Tiffany Chung, Global Spice Trade
Tiffany Chung, atuando com o estúdio Max Estrella, apresenta um grande mapa bordado do mundo que traça rotas históricas do comércio global de especiarias. A obra conecta culturas, culinária, comércio e migração, trazendo dados históricos a uma leitura visual mais expressiva.
Kei Imazu, Curiosity Cabinet from Ambon
Kei Imazu confronta passado e futuro ao fundir experimentação digital com pintura. A artista japonesa, com prática desde o início dos anos 2000, mistura cybernetics e surrealismo para discutir questões socioecológicas na Indonésia e na história colonial do Japão.
Cian Dayrit, Schemes of Belligerence
Cian Dayrit, com apresentação conjunta de Catinca Tabacaru e Nome, explora os impactos do colonialismo através de tapeçarias e esculturas que recorrem a ferramentas de etnografia e arqueologia. A obra visa expor como o colonialismo moldou o mundo e silenciou narrativas marginalizadas.
Natalia Załuska, Panorama 6
Na Double Q Gallery, Natalia Załuska apresenta uma imersiva intervenção de abstração geométrica. A artista polonesa utiliza traços de pintura para aproximar espaço bidimensional e tridimensional, mantendo um toque artesanal marcante.
Jakkai Siributr, Despatch
Despatch, de Jakkai Siributr, integra a prática kintsugi com o conceito de boro, explorando sociedades que envelhecem e a perda de práticas culturais. A obra, com curadoria da Flowers Gallery, reusa materiais para discutir memória e identidade.
Li Yiwen, Extension
Li Yiwen retrata arquitetura em ruína, com escadas quebradas em cenários pós-apocalípticos. O artista, formado em muralismo na Academia Central de Belas Artes, utiliza o espaço para falar de memória cultural e de patrimônios em risco de desaparecimento.
Daniel Boyd, Untitled (AMFOSL)
Daniel Boyd, referência da arte contemporânea australiana, investiga heranças indígenas por meio de pinturas pontilhadas com cola, desafiando perspectivas eurocêntricas. A obra aborda histórias marginalizadas e memória cultural.
Lewis Hammond, Credo
Lewis Hammond apresenta pinturas escuras e ambíguas que refletem inquietações da vida contemporânea. Em composições com figuras adormecidas e animais, a obra sugere um sentido de incerteza sobre o mundo atual.
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