- Estúdio News vai ao ar neste sábado, 28, às 22h15, para discutir o aumento do combate ao abuso infantil no Brasil.
- Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam milhares de casos anuais de agressões físicas, psicológicas e, principalmente, violência sexual, com mais de oitenta por cento ocorrendo dentro do ambiente familiar.
- A desembargadora Hertha Helena de Oliveira, idealizadora do projeto Eu Tenho Voz, aponta menor visibilidade dos casos no passado e destaca avanços do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do ECA Digital.
- A psicóloga Neusa Sauaia afirma que a maioria dos agressores faz parte do círculo próximo da criança e que a violência intrafamiliar costuma permanecer oculta por longos períodos.
- Um quinto dos adolescentes entre 12 e 17 anos foi vítima de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia, totalizando cerca de três milhões de vítimas em um ano; a internet é um ambiente de risco junto com o lar.
O Estúdio News repercute o aumento do combate ao abuso infantil no Brasil. O programa vai ao ar neste sábado (28), às 22h15, pela Record News. A edição aborda a violência contra crianças e adolescentes, com foco em casos físicos, psicológicos e, principalmente, sexuais, frequentemente praticados dentro do ambiente familiar.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, milhares de ocorrências são registradas anualmente. A maior parte das ações ocorre no âmbito familiar, local onde se deveria garantir proteção. O tema é explorado pela atração para evidenciar o debate público sobre esse problema.
A desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, Hertha Helena de Oliveira, idealizadora do projeto Eu Tenho Voz, comenta que a violência contra crianças sempre existiu, mas ganhou visibilidade recente. Ela destaca avanços na legislação, como o ECA e, mais recentemente, o ECA Digital, considerados avanços na proteção de menores no meio virtual.
A psicóloga Neusa Sauaia, do Núcleo Espiral, aponta que a maioria dos agressores está no círculo próximo à criança, envolvendo pais, padrastos, familiares ou pessoas com convivência frequente. Ela explica que a violência intrafamiliar costuma permanecer oculta por muito tempo.
Contexto jurídico e identificação de casos
Para o sistema de Justiça, o maior desafio é reconhecer as situações. A desembargadora afirma que o Judiciário age quando é provocado, muitas vezes após a violência já ter se prolongado por anos. Ela ressalta a importância da participação da sociedade, da escola e dos profissionais de saúde na identificação precoce e na denúncia.
No campo clínico, as consequências são profundas: sentimentos de culpa, vergonha e desvalorização, além de dificuldades de relacionamento e maior risco de automutilação e suicídio. A recuperação envolve ambientes seguros, vínculos saudáveis e acompanhamento psicológico, segundo a especialista.
Estatísticas apontam ainda que 20% dos jovens entre 12 e 17 anos já foram vítimas de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia, somando cerca de 3 milhões de vítimas em um ano. A internet é hoje considerada tão perigosa quanto o lar para crianças e adolescentes.
A proteção da infância exige atuação integrada de famílias, sociedade e Estado. Denunciar, acolher e agir de forma coordenada são caminhos para romper o ciclo de violência e assegurar um futuro mais seguro para crianças e adolescentes.
O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15, pela Record News, disponível em diversos canais de TV a cabo e pela rede aberta em todo o país.
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