- A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e a Conferência de Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) anunciaram pagamento de 1,6 milhão de euros a 57 vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica em Portugal.
- Ao todo foram apresentados 95 pedidos, sendo 78 elegíveis; 9 casos aguardam decisão do Vaticano e 11 foram rejeitados.
- Os valores variam entre 9 mil e 45 mil euros por vítima, totalizando 1,6 milhão já liberado.
- A decisão de compensação foi feita por avaliação individual, considerando fatos, gravidade do abuso, danos e nexo causal com as consequências na vida da vítima.
- As organizações destacam que o pagamento não apaga o passado nem encerra a responsabilidade da Igreja; permanecem disponíveis para acolher, ouvir e apoiar as vítimas.
Os bispos de Portugal e as ordens religiosas anunciaram o pagamento de 1,6 milhão de euros em reparação a vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica. A decisão, anunciada nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, envolve a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e a Conferência das Vidas Religiosas de Portugal (CIRP). O montante foi definido após o processo de compensação financeira a vítimas, conforme nota da Ecclesia.
Ao todo, 95 pedidos foram recebidos, dos quais 78 reuniram critérios para análise. Até o momento, 57 casos foram aprovados, totalizando 1,6 milhão de euros. O valor individual oscila entre 9 mil e 45 mil euros, conforme o relatório oficial.
A nota afirma que o pagamento não apaga o que ocorreu nem extingue as consequências dos abusos. A CEP e a CIRP destacam que continuarão disponíveis para acolher, ouvir e apoiar as vítimas, mantendo o compromisso com responsabilização, cuidado e prevenção.
Ainda segundo o comunicado, nove casos aguardam decisão do Vaticano sobre o montante a ser concedido, enquanto 11 pedidos foram rejeitados. O processo de avaliação considerou fatores como gravidade do abuso, danos causados e relação causal com as consequências na vida da vítima.
O anúncio ocorre no contexto de um estudo independente, divulgado em fevereiro de 2023, que indicou pelo menos 4,8 mil vítimas desde 1950. Em 2023, a CEP criou o Grupo Vita para receber denúncias, promover prevenção e apoiar vítimas e agressores.
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