- Julinho Casares diz que a escolha por um animal não pode ser impulsiva; é preciso planejar, considerando espaço, exercícios diários e onde o animal ficará em viagens.
- O especialista destaca que a taxa de abandono no Brasil é alta e que é necessário ter paciência, disponibilidade financeira e de tempo para com os mascotes.
- A adoção solidária é apontada como caminho para reduzir o abandono, já que os abrigos estão lotados e o desafio é o que vem depois da adoção.
- Sobre cães sem raça definida, há necessidade de informar o porte, temperamento e genética; cães mais velhos podem ser opção mais previsível, enquanto filhotes trazem incertezas de treinamento. Para gatos, a natureza independente facilita adaptação em casa.
- Casares defende penas mais severas para maus-tratos e maior fiscalização, destacando que maus-tratos envolvem também negligência, fome, exposição a riscos e abandono.
O especialista em comportamento animal e apresentador da Record, Julinho Casares, criticou a falta de responsabilidade no crescimento de uma população de pets estimada em 150 milhões. Ele reiterou que o mercado relacionado é bilionário, mas com impactos sociais e éticos relevantes.
Em entrevista ao Link News, Casares ressaltou que a escolha por um animal não deve ser impulsiva. Segundo ele, é preciso planejamento: entender as necessidades do bichinho, o espaço disponível e as verificações para viagens e convívios.
Ele destacou ainda que a taxa de abandono no Brasil é alta, em função da ausência de projeção de longo prazo para a vida útil dos pets. A disponibilidade financeira e de tempo é essencial para manter o cuidado contínuo.
Adoção responsável e manejo nos abrigos
Casares defendeu a adoção solidária como caminho para reduzir a população de animais abandonados. Segundo ele, os abrigos costumam operar com capacidade limitada e a partir do resgate é necessário pensar no pós adotivo.
Para cães sem raça definida, o apresentador disse que a adoção exige avaliação de porte, temperamento e idade. Ele sugeriu optar por animais mais velhos quando possível, para entender melhor as necessidades.
Quanto aos gatos, o especialista destacou independência e adaptação a ambientes internos, o que facilita a convivência para quem tem espaço restrito. A adaptação é apontada como vantagem da comunidade felina.
Proteção e fiscalização de maus-tratos
Casares afirmou que penas mais severas para maus-tratos devem ser aumentadas. Ele explicou que maus-tratos envolvem não apenas agressões, mas também abandono, fome, calor excessivo e exposição a intempéries.
O apresentador citou ainda desconhecimento de leis e falhas de fiscalização como entraves para a proteção animal. Ele chamou atenção para a necessidade de atuação efetiva de autoridades e da sociedade.
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