- A perícia no celular da soldado Gisele Alves Santana indicou provável limpeza digital após o disparo que a matou; o aparelho foi acessado quando a vítima ainda estava viva, com indícios de exclusão de conteúdos.
- As mensagens apagadas foram trocadas entre o casal ao longo do dia anterior ao crime; Gisele dizia que queria se separar, o que contrasta com a versão de que o coronel pedia o divórcio.
- A polícia aponta que o celular pode ter sido usado para sustentar a versão inicial de suicídio apresentada pelo marido, com registros digitais ajudando a traçar o comportamento anterior ao crime.
- A perícia recuperou mensagem na qual Gisele afirma não conseguir superar a traição e que a separação seria o caminho por não confiar mais no marido.
- Investigadores avaliam que a manipulação de dados pode configurar fraude processual e fortalecer a tese de feminicídio, ao indicar encobrimento do crime além da violência física.
O laudo da perícia no celular da soldado PM Gisele Alves Santana aponta indícios de uma “limpeza digital” logo após o disparo que a tirou da vida. Dados extraídos mostram acesso ao aparelho enquanto a vítima ainda esperava socorro.
A análise indica manipulação de informações e registros compatíveis com exclusão de conteúdos. Para a polícia, esse comportamento levanta a hipótese de tentar controlar a narrativa por meio de provas digitais alteradas.
As mensagens apagadas foram trocadas entre o casal ao longo do dia anterior ao crime. Gisele dizia que queria se separar, o que contraria a versão apresentada pelo coronel, de que ele pedia o divórcio.
Evidências digitais
A perícia aponta que o celular não era apenas ferramenta de comunicação, mas possível meio de monitoramento da rotina da vítima. Interações, uso de apps e histórico ajudam a traçar um padrão de comportamento anterior ao crime.
Entre as conversas recuperadas, Gisele afirma que não conseguiria superar a traição e que a separação seria o caminho, por confiar menos no marido. O caso envolve acusações de monitoramento e desinformação nas redes.
A Polícia também apura se a manipulação de dados pode configurar fraude processual, fortalecendo a linha de feminicídio ao indicar uma tentativa de encobrir o crime após a violência física.
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