- A 16ª edição do Chile Arte Contemporáneo (Chaco) acontece em Santiago até 29 de março, reunindo mais de cinquenta galerias sob um mesmo espaço.
- A feira é a única internacional de arte contemporânea do Chile, com o objetivo de representar o país globalmente, incluindo onze países e seis regiões chilenas.
- Destaques incluem instalações imersivas, como a montagem de Fernando Andreo Castro da Judas Galería, que também tem mostra individual no Museo de Arte Contemporáneo.
- Estandes de outras galerias chamam atenção, como Sagrada Mercancía, Hermès e Mnwal, sendo Hermès responsável por uma grande bandeira composta por quarenta e uma artistas brasileiros.
- Os preços são relativamente acessíveis para estimular novos colecionadores, com peças menores abaixo de $1.000 e obras maiores em torno de $5.000.
Chaco chega à 16ª edição em Santiago com foco em obras acessíveis. A galeria Chile Arte Contemporáneo reúne mais de 50 espaços sob o mesmo teto até 29 de março, apresentando artistas latino-americanos em uma atmosfera inclusiva.
Como feira internacional de arte contemporânea no Chile, o evento busca representar o país a uma rede global de colecionadores, curadores e dealers. A organização destaca stands de galerias chilenas e de artistas contemporâneos do Chile.
O projeto é conduzido por Nicolás Guilisasti Mitarakis, que afirma que a edição busca refletir o Chile de hoje, incluindo 11 países e seis regiões do território, do Atacama à Patagônia. O objetivo é ampliar a visão nacional para o cenário internacional.
Destaques visuais surgem de propostas mais várias, com obras que trazem uma estética mais “grit” e instalações imersivas. O artista Fernando Andreo Castro, premiado no Mac Residency em 2025, ocupa stand próximo à entrada e transforma as paredes em instalação.
Paralelamente, obras de outras galerias próximas exploram abordagens semelhantes, como a Sagrada Mercancía de Santiago, Hermès Jardim do Hermes do Brasil e Mnwal, espaço de residência e promoção de artistas da diáspora palestina. A Hermès utiliza bandeiras compostas montadas em estruturas, criando um arranjo visual impactante.
Há também propostas mais convencionais que ganham espaço, como a Aninat Galería, a mais antiga no Chile. A galeria Mahara + Co, com sede em Miami, apresenta artistas locais e internacionais, incluindo nomes de Cuba, Chile, Peru, EUA e Puerto Rico, entre outros.
Os preços são relativamente acessíveis, parte de uma estratégia para atrair novos colecionadores. Várias galerias expõem trabalhos menores, com peças fáceis de transportar abaixo de 1 mil dólares, enquanto obras maiores costumam ficar próximas de 5 mil dólares.
Segundo Guilisasti, a feira não é destinada apenas a museus e grandes colecionadores. O objetivo é alcançar o público comum, especialmente aos finais de semana, para disseminar tendências e obras nacionais. A participação de galerias como a Aninat reforça a presença de novos colecionadores a cada edição.
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