- O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é apontado pela investigação como autor do disparo que matou a soldado Gisele Alves Santana, no apartamento em São Paulo, no dia 18 de fevereiro.
- Neto alegou que Gisele atirou contra si mesma, mas a perícia e testemunhas indicam que ele foi o autor do tiro, após o término do casamento.
- A filha do casal estava no imóvel no momento do crime.
- Investigações indicam que Neto apagou mensagens de Gisele que tratavam do divórcio, para sustentar a versão de suicídio.
- Neto foi preso em 18 de março e permanece detido; a mãe de Gisele descreveu a prisão como um alívio.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, é apontado como autor do homicídio de Gisele Alves Santana, 32, soldado da PM, ocorrido no apartamento em que viviam no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Neto afirma que Gisele atirou contra si, mas a perícia e depoimentos indicam o contrário, destacando que o crime ocorreu após o casal anunciar fim do casamento.
A vítima deixa uma filha de sete anos, filha do casal. Em depoimento aos policiais, Neto disse que dormia no quarto da menina há meses por conta da crise conjugal, alegando ter afastamento de seus pertences no local. Os relatos foram questionados por investigações que apontam outros elementos sobre a relação do casal.
Antes do ocorrido, a filha de Gisele relatou aos avós as brigas entre a mãe e o padrasto; ela foi buscada pelo pai no dia 17 de fevereiro e levada para a casa dos avós, pedindo para não voltar. Esse contexto é considerado pelas autoridades ao investigar as circunstâncias do crime.
Mensagens recuperadas do celular de Gisele apontam que ela pedia o divórcio e mencionava a possibilidade de deixar o relacionamento, cerca de 24 horas antes da morte. Segundo investigadores, Neto teria apagado as mensagens para sustentar sua versão.
Investigação e versões
As apurações indicam que o coronel Neto manteve contatos com a polícia ainda no local do crime. Em entrevista, ele afirmou que dormia no quarto da filha, justificando que “coisas dele” estavam penduradas no quarto.
A polícia informou que o corpo de Gisele apresentava sinais de violência compatíveis com homicídio. Neto foi preso em 18 de março e permanece detido. A mãe de Gisele, Marinalva Vieira Alves, relatou à RecordTV o alívio com a prisão, citando que suspeitava de atitudes do filho da vítima.
Repercussões
A família de Gisele expressou que a prisão não traz de volta a filha, mas representa um passo na busca por justiça. A investigação continua, com laudos periciais, depoimentos e reconstituições para esclarecer todos os fatos. Fonte: reportagem da RecordTV.
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