- Brian Raffel se aposenta após 36 anos desde a fundação da Raven Software, a empresa que ele criou com o irmão Steve.
- A Raven hoje é reconhecida como estúdio de apoio ao Call of Duty, mas já fez títulos aclamados como Hexen, X‑Men Legends II: Rise of Apocalypse e outros jogos licenciados.
- Em 1990, Raffel e o irmão deram início ao que seria a Raven, com o lançamento inicial de Black Crypt; a empresa foi adquirida pela Activision em 1997.
- Nos anos 2000, a Raven lançou jogos licenciados populares, como Star Wars Jedi Knight: Jedi Academy, Jedi Outcast, X‑Men Legends I e II e Marvel: Ultimate Alliance; o último IP original foi Singularity, em 2010.
- Desde Black Ops, a Raven atua principalmente como estúdio de apoio ao Call of Duty, co‑desenvolvendo Warzone e Black Ops Cold War; Raffel comentou, em 2014, sobre o portfólio diversificado e a capacidade de adaptação da empresa.
O cofundador da Raven Software, Brian Raffel, anunciou sua aposentadoria após 36 anos na empresa. Ele participou da criação do estúdio, que hoje é conhecido principalmente por apoiar a franquia Call of Duty, mas já teve um histórico de títulos próprios. Raffel acompanhou a evolução da Raven desde a concepção do primeiro jogo, Black Crypt.
Fundada em 1989/1990 por Brian e seu irmão Steve, a Raven começou como um estúdio de fantasia e ficção científica. Além de Black Crypt, a equipe ficou marcada pelos jogos baseados no motor Quake, como Heretic, Hexen: Beyond Heretic e Hexen II, alguns dos quais contaram com John Romero como produtor. Em 1997, a Raven foi adquirida pela Activision.
Na virada dos anos 2000, a Raven ficou conhecida por jogos licenciados, entre eles Star Wars Jedi Knight: Jedi Academy, Jedi Outcast, X-Men Legends I e II, e Marvel: Ultimate Alliance. O último título original da empresa foi Singularity, lançado em 2010, que acabou com desenvolvimento turbulento e campanha linear.
Desde o início da geração atual, a Raven atua como estúdio de apoio para Call of Duty, começando com Black Ops. A participação evoluiu para co-desenvolvimento de Warzone (2020) e Black Ops Cold War. Essa transformação de função consolidou parte da identidade da Raven entre os jogadores, reduzindo, para muitos, o papel de estúdio criador de jogos independentes.
Trajetória e legado
Em uma postagem publicada na X, em 2 de abril, a Raven relembrou a história do estúdio e a liderança de Raffel ao longo dos anos. A empresa ressaltou a influência de Brian na criação de mundos sombrios e galáxias, além de destacar a adaptação contínua frente a um mercado em constante mudança. Raffel citou o desejo de manter a equipe diversa e bem-sucedida.
A Raven Software segue sob a guarda da Activision, mantendo o foco em suporte a uma das franquias mais lucrativas do setor. A desenvolvedora não anunciou substituto direto para Raffel, mas reforçou que manterá o legado de inovação que marcou sua atuação desde o início.
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