- O gerente da funerária em Nova Serrana afirma que não houve cobrança indevida e que o plano contratado pela família foi firmado em 2015, já utilizado anteriormente sem questionamentos.
- Segundo ele, o corpo foi liberado pelo hospital por volta das 3h50; a família pediu velório à tarde e alguns serviços, como a preparação do corpo, não estavam incluídos no contrato.
- Sobre a urna, o gerente disse que não houve imposição de modelo mais caro; a família teria escolhido uma urna de luxo, enquanto a urna padrão já seria suficiente.
- A versão dele aponta que um familiar de outra funerária influenciou a família durante o atendimento; houve tentativa de acesso a uma área restrita e o confronto começou quando o contrato foi mostrado.
- O prejuízo da funerária é estimado em cerca de R$ 80 mil, com danos a urnas, portas e ao mostruário; a família afirma que houve mudança de preço após contato com o dono, o que não teria sido aprovado, e a Polícia Civil de Minas Gerais acompanha o caso.
Um golpe de confusão envolvendo uma funerária de Nova Serrana, a 123 km de Belo Horizonte, resultou em agressões e prejuízos. O caso ganhou repercussão após vídeos circularem nas redes sociais nesta semana. O gerente da empresa apresentou a versão da empresa sobre o ocorrido.
Segundo ele, o episódio começou por volta das 3h50 da madrugada, após a liberação do corpo em hospital local. A família teria questionado o horário do velório, que acabou sendo marcado para a parte da tarde. O plano contratado é, segundo ele, básico e foi firmado em 2015, já utilizado anteriormente sem questionamentos.
Versão da funerária
Wagner Rocha afirma que alguns serviços, como a preparação do corpo, não estavam inclusos no contrato, o que teria sido informado desde o início. Sobre a urna, ele nega imposição de modelo caro, dizendo que a urna de luxo seria opcional e que a padrão já bastava. A empresa sustenta que houve influência de um funcionário de uma funerária concorrente durante o atendimento.
O gerente relatou que a tensão aumentou quando um familiar tentou acessar uma área restrita, o que motivou a apresentação do contrato. Ele afirma ter sido ameaçado durante a altercação, que resultou na retirada de um celular durante a filmagem.
Prejuízos e lesões
Rocha aponta prejuízo de cerca de 80 mil reais com danos em urnas, portas e ao mostruário. Afirma ainda ter sofrido ferimentos no rosto, ouvido, braços, costas e pescoço, e diz ter feito exame de corpo de delito. O maior dano, segundo ele, é a perda de clientes por informações consideradas falsas.
Versão da família
A filha do falecido afirma que o corpo foi liberado durante a madrugada e que a preparação começou horas depois. Ao chegar à funerária, a família optou por uma urna indicada por um funcionário, cuja cobrança inicial teria sido confirmada, mas depois alterada em função de suposta necessidade de urna maior, sem consentimento.
Conforme a família, não houve acordo com o novo valor. O caso permanece sob apuração da Polícia Civil de Minas Gerais, que investiga as circunstâncias da cobrança e da briga.
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