- 80% dos pets adotados no Brasil vêm de resgates de rua (34%) ou de redes informais (46%), enquanto abrigos e ONGs somam 9% cada.
- Cerca de 30 milhões de animais ainda são abandonados no país, segundo a Organização Mundial da Saúde.
- O SRD (sem raça definida) domina os lares, com 75% entre gatos e 28% entre cães; 60% dos brasileiros dizem existir preconceito contra SRDs e 86% defendem que adoções de SRDs devem ser incentivadas.
- Principais motivos para devolução: dificuldades financeiras (48%) e problemas de comportamento do pet (39%), com jovens enfrentando instabilidade financeira e adultos lidando com tempo e comportamento.
- 87% apoiam apoio pós-adoção como caminho para evitar abandono, sendo 65% a favor de consultas veterinárias gratuitas/descontos e 55% de campanhas educativas; ações da GoldeN incluem campanha com Paolla Oliveira e a exposição virtual “A Vida que Compartilhamos” a partir de 4 de abril.
O estudo GoldeN/Opinion Box traz um retrato da adoção de animais no Brasil. Quase 80% das adoções vêm de resgates de rua ou redes informais, e não de abrigos formais. O levantamento aponta o peso das redes informais no processo.
Conforme os dados, 34% dos pets são resgatados nas ruas e 46% são repassados por amigos ou conhecidos. Abrigos e ONGs aparecem com 9% cada. A pesquisa reforça a ideia de uma adoção fortemente movida por vínculos pessoais.
A pesquisa também revela o predomínio dos vira-latas: SRD são maioria entre gatos, com 75%, e entre cães, 28%. Ainda, 60% dos brasileiros veem preconceito contra SRD, enquanto 86% defendem mais incentivos à adoção de animais sem raça definida.
Desafios da adoção
Os principais motivos para a devolução de pets são financeiros (48%) e problemas de comportamento (39%). A análise mostra variações por faixa etária: jovens enfrentam insegurança financeira, enquanto os mais velhos mencionam tempo e comportamento.
18 a 29 anos apontam instabilidade financeira como obstáculo maior, já os tutores mais velhos citam questões como tempo e manejo de comportamento. O estudo evidencia a necessidade de suporte específico para cada perfil.
Apoio como caminho
Como caminho para reduzir abandono, 87% veem utilidade de suporte pós-adoção. Há demanda por consultas veterinárias gratuitas ou com desconto (65%) e por campanhas educativas (55%). Dados apontam direção clara para políticas públicas e privadas.
Felipe Mascarenhas, head de Marketing da GoldeN, afirma que o estudo revela uma nação apaixonada por animais, mas com desafios que exigem ações concretas de suporte aos tutores.
Campanha e ações de visibilidade
A GoldeN realizou uma ação com Paolla Oliveira ao substituir o cão da atriz por um sósia disponível para adoção. A iniciativa ocorreu por três dias por meio de redes sociais da atriz, para ampliar a visibilidade de cães e gatos disponíveis.
No Dia Mundial do Animal de Rua, em 4 de abril, a campanha também divulgou um portal com informações de ONGs parceiras, facilitando o contato entre futuros tutores e animais em espera de adoção.
Exposição que dá voz aos dados
A partir de 4 de abril, a exposição virtual A Vida que Compartilhamos, em parceria com o Museu da Pessoa, busca materializar o afeto descrito pela pesquisa. O projeto oferece acesso gratuito e incentiva tutores a compartilharem histórias reais.
A ideia é mostrar como a presença de cães e gatos transforma vidas, famílias e a sociedade brasileira. A exposição incentiva leituras sobre vínculos entre pets e tutores, fortalecendo a pauta da adoção responsável.
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