- A Galeria Nacional de Londres escolheu o escritório japonês Kengo Kuma and Associates para projetar o novo anexo de cerca de £ 350 milhões, com abertura prevista para o início dos anos 2030.
- O edifício ficará no local da St Vincent House, que será demolida, e será revestido com pedra Portland de cor clara.
- O piso térreo terá espaços públicos e galerias temporárias; os pisos superiores abrigarão parte da coleção permanente, com ligações ao Sainsbury Wing e ao Wilkins Building, até o presente mais moderno.
- O local contará com galeria de exposição temporária no piso térreo, com aprox. 800 metros quadrados, quase o dobro do espaço atual da ala Sainsbury Wing; o espaço de exposição permanente terá aumento de cerca de 1.500 metros quadrados.
- O projeto faz parte do programa Domani, um conjunto de medidas de £ 750 milhões, que inclui um fundo de endowment para evitar déficits, em meio a cortes de custos e reorganização de pessoal.
A National Gallery de Londres anunciou os arquitetos responsáveis pela nova ala de cerca de 350 milhões de libras. O edifício será projetado pelo escritório japonês Kengo Kuma and Associates e ficará no site da antiga St Vincent House. A obra deve abrir no início da década de 2030.
A escolha ocorreu após um concurso que reuniu 65 propostas no ano passado; seis foram selecionadas em dezembro. Dentre os finalistas estavam Selldorf Architects, dos EUA, reconhecido pela reforma da Sainsbury Wing.
Segundo o diretor da galeria, Garbriele Finaldi, Kuma alia elegância de projeto, sensibilidade ao local e luz e materiais de qualidade. Empresas britânicas locais, Building Design Partnership e MICA, atuarão juntamente com Kuma.
A expansão ficará ao norte da Sainsbury Wing, demolindo St Vincent House, de propriedade da galeria. A fachada contará com pedra Portland clara, do tipo tradicional da região. O térreo concentrará áreas públicas e galerias temporárias.
No piso superior, haverá espaço para a coleção permanente com ligas para a Sainsbury Wing e o Wilkins, conectando-se por pontes. As obras do século XIX até os dias atuais deverão compor boa parte do acervo exposto.
A galeria amplia o espaço de exibição permanente em cerca de 1.500 m², em comparação com 9.500 m² no Wilkins e Sainsbury Wing. As galerias temporárias no piso térreo terão 800 m², quase o dobro do espaço atual.
Sobre o projeto e o cronograma
Além da ala em si, o projeto Domani, no total de 750 milhões de libras, inclui um fundo de endowment para evitar déficits financeiros. A National Gallery iniciou medidas de contenção, incluindo um programa de saída voluntária de funcionários, para enfrentar um déficit estimado de 8,2 milhões de libras até 2026-27.
Kengo Kuma, ao detalhar a parceria, destacou a responsabilidade de ampliar o tesouro mundial da instituição com humildade e cuidado. A firma já tem histórico com museus, como o V&A Dundee e centros culturais na França e Portugal.
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