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Homens compram ferramentas de hacking para usar contra esposas e amigos

Grupos do Telegram vendem ferramentas de hacking, promovem invasão e divulgação de imagens não consensuais de mulheres, alimentando assédio

Photo-Illustration: Jobanny Cabrera; Getty Images
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  • Pesquisadores da AI Forensics analisaram quase 2,8 milhões de mensagens em dezoito comunidades do Telegram na Itália e na Espanha, ao longo de seis semanas no começo deste ano, com mais de 24 mil participantes que postaram 82.723 imagens, vídeos e áudios.
  • O material envolve conteúdo abusivo, como imagens íntimas não consensuais, serviços de spies e hacking, doxing e assédio direcionado a mulheres e meninas, muitas vezes pessoas que os agressores conheciam.
  • Publicações incluem ofertas de hacking sob encomenda, acesso a galerias de telefones e espionagem de contas de redes sociais, além de pedidos para encontrar números de telefone vinculados a contas de Instagram e outras plataformas.
  • Embora os pesquisadores não verifiquem a eficácia das ferramentas prometidas, o material descreve uso de spyware e stalkerware para controlar informações pessoais de vítimas e comercializá-las.
  • A Telegram afirma remover milhões de itens diariamente, segue políticas contra conteúdo ilegal e afirma cumprir a lei da União Europeia; especialistas destacam a necessidade de regulação mais rígida e vigilância sobre plataformas com grandes redes.

O estudo conduzido pela organização europeia AI Forensics analisou mensagens em 16 comunidades italianas e espanholas no Telegram ao longo de seis semanas. O objetivo foi entender a disseminação de conteúdos abusivos, incluindo imagens íntimas não consensuais, e a oferta de serviços de espionagem e hacking. Ao todo, foram examinadas quase 2,8 milhões de mensagens.

Mais de 24 mil membros participaram, com 82.723 imagens, vídeos e arquivos de áudio compartilhados. A maior parte do conteúdo mira mulheres e garotas, embora haja casos em que vítimas conhecidas pelos usuários também são alvo. Autores divulgam ferramentas de espionagem e atividades de doxing para expor dados privados.

O que foi observado

Canais comerciais promovem acesso a recursos de hacking que prometem invadir aparelhos e coletar galerias de fotos. Postagens sugerem capacidade de espionar contas de redes sociais e recuperar conteúdos. Ao longo do levantamento, houve referência a doxing e à partilha de informações privadas, como links de perfis e contatos associados.

Contexto e respostas

Especialistas destacam que o uso de plataformas de mensageria facilita operações de abuso, com relatos de venda de serviços por valores que variam entre 5 e 50 euros mensais. Telegram afirma remover milhões de conteúdos diariamente e manter políticas que combatem conteúdos sexuais não consensuais e doxing. A empresa também diz cumprir as leis da UE, incluindo a Digital Services Act, e alega cooperação com autoridades regulatórias.

Implicação e continuidade da pesquisa

Os pesquisadores destacam que as vítimas costumam ser pessoas comuns, muitas vezes sem conhecimento de que imagens estão sendo compartilhadas. O relatório aponta que o abusos incluem divulgação de conteúdos privados e perseguição direcionada. O grupo ressalta a necessidade de maior regulação de plataformas de grande porte para reduzir danos a mulheres e meninas.

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