- Maria Angela de Jesus é presidenta da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, e a primeira mulher negra a ocupar esse cargo.
- Ela assumiu em junho de dois mil e vinte e cinco e tem mandato de três anos.
- O encontro ocorreu na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP, com transmissão online pelo canal do Generas no YouTube, na tarde de terça-feira, dia sete.
- A jornalista passou por HBO, Netflix e Paramount, com seis produções indicadas ao Emmy Internacional; dirigiu a primeira série dramática produzida pela HBO no Brasil, Filhos do Carnaval.
- Em gestão, busca gerar oportunidades com foco em inclusão, diversidade e juventude, criou áreas de governança e ética, e firmou parcerias com emissoras da América Latina, além de enfatizar o combate às fake news e a inovação na TV Cultura.
A jornalista Maria Angela de Jesus, presidenta da Fundação Padre Anchieta, esteve na USP nesta terça-feira para uma aula aberta no Auditório Funcadi, da FEA. O encontro contou com transmissão online pelo canal do Generas e reuniu estudantes e convidados para conhecer a trajetória da executiva.
Maria Angela é a primeira mulher negra a presidir a Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura. O mandato atual começou em junho de 2025 e deve durar três anos, marcando um marco histórico na entidade.
Em sua fala, Maria Angela relembrou passagem pelo curso de Jornalismo na PUC Campinas e pela Abril de Jornalismo em São Paulo. A executiva citou passagens por HBO, Netflix e Paramount, com seis produções indicadas ao Emmy Internacional.
Durante a palestra, a presidente descreveu a evolução de sua carreira, incluindo a saída da Paramount por reestruturação, seguida de roteiros para a Conspiração Filmes. Ela foi escolhida pelo Conselho da Padre Anchieta para liderar a TV Cultura.
A jornalista destacou ainda o início da parceria com Rubens Ewald Filho, crítico de cinema, que a convidou para atuar na HBO. Ela cobriu festivais no Brasil e no exterior, fortalecendo a conexão entre produção americana e cinema brasileiro.
Entre realizações, mencionou a série Filhos do Carnaval, primeira produção dramática da HBO no Brasil, como exemplo de inovação e integração de conteúdos. Também lembrou o convite da Imprensa Oficial para produzir a biografia de Ruth de Souza, em 2001.
Desde a assunção, Maria Angela tem priorizado inclusão, diversidade e juventude, com planos de inserir jovens em diversas áreas da emissora. Ela ressaltou a busca por governança, ética e parcerias com emissoras latino-americanas.
Mesmo otimista, a presidente expressou preocupação com retrocessos em diversidade e com a polarização política. Ela destacou a importância de manter o foco em conteúdos educativos e na luta contra fake news.
A mesa de debate contou com membros do Generas, grupo criado em 2013 na FEA-USP. A instituição envolve pesquisadores que estudam interseccionalidade em organizações, buscando equidade social e inclusão.
Para a professora Antonia Quintão, os eventos organizados pelo Generas representam uma mudança relevante na universidade, ampliando discussões sobre diversidade e impacto social nas organizações.
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