- A Polícia Federal deflagrou a operação Recidiva contra um grupo suspeito de fraudes no INSS, com 8 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária em São Luís, Barreirinhas, Tutóia (MA) e Parnaíba (PI).
- A ação é desdobramento da operação Transmissão Fraudulenta, que descobriu a inserção de vínculos empregatícios inexistentes no sistema SEFIP/Conectividade Social para viabilizar benefícios previdenciários.
- Intermediários que captavam clientes e advogados seriam usados para facilitar a concessão dos benefícios, segundo as investigações.
- O prejuízo estimado já identificado é de cerca de R$ 4,6 milhões, envolvendo 50 benefícios.
- Foram autorizadas medidas como quebra de sigilos bancário e fiscal, arresto de bens e bloqueio de valores dos investigados, com participação de órgãos ligados à Previdência Social.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a operação Recidiva para desarticular um esquema de fraudes no INSS envolvendo vínculos empregatícios falsos, com prejuízo estimado em 4,6 milhões de reais. O cumprimento inclui oito mandados de busca e seis de prisão temporária em São Luís, Barreirinhas, Tutóia, no Maranhão, e Parnaíba, no Piauí. A ação mira crimes contra o sistema previdenciário.
A operação é desdobramento da ação Transmissão Fraudulenta, de julho do ano passado, que identificou um grupo de contadores responsável pela inserção de vínculos inexistentes no SEFIP/Conectividade Social, para viabilizar a concessão de benefícios previdenciários.
Nesta fase, aparecem intermediários que recrutavam clientes, bem como advogados que atuariam para facilitar a liberação dos benefícios, conforme informações da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP). Ao todo, 50 benefícios foram identificados até o momento.
Foram deferidas medidas cautelares de quebra de sigilo bancário e fiscal, além de arresto de bens e bloqueio de valores dos investigados, segundo as autoridades. A ação envolve CGINP, o Ministério da Previdência Social (MPS) e a CGACB/INSS.
Caso as suspeitas se confirmem, os investigados poderão responder por estelionato majorado, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de capitais.
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