- Pooh Shiesty, nome Lontrell Williams Jr., teve a fiança negada após ser preso em Dallas por suposto sequestro e roubo ligados a um suposto contrato da gravadora com Gucci Mane.
- A decisão de manter Williams detido foi tomada por um juiz, que considerou risco de fuga e a possibilidade de pena de prisão perpétua devido às acusações envolvendo arma de fogo.
- A defesa afirmou que não existe contrato, não há vídeo da suposta assinatura e não há armas, joias ou evidências físicas apresentadas até o momento.
- Segundo a acusação, Williams viajou de Memphis com oito pessoas, incluindo o rapper Big30, até o estúdio em Dallas, onde houve coerção de Gucci Mane para assinar a rescisão contratual e houve roubo de relógios e outros itens.
- Todos os nove réus são acusados de conspiração para cometer sequestro, crime com pena potencial de prisão perpétua.
Pooh Shiesty teve a fiança negada nesta quarta-feira no processo envolvendo um suposto sequestro e assalto a um estúdio de Dallas. O rapper, cujo nome legal é Lontrell Williams Jr., foi preso após a acusação de empunhar uma pistola de estilo AK e forçar Gucci Mane a assinar um contrato de rescisão dentro do estúdio da gravadora 1017 Records.
A decisão foi tomada por um juiz federal que declarou Williams risco de fuga e risco para a comunidade, com base em acusações que envolvem uso de arma e a possibilidade de pena de prisão perpétua. O tribunal também constatou que ele estava em regime de monitoramento domiciliar na época e não tinha autorização para estar em Dallas.
O advogado de defesa, Bradford Cohen, afirmou que há controvérsias relevantes sobre o caso, sugerindo que não há contrato, nem vídeo da suposta assinatura, nem armas ou joias apresentadas como evidência física. Segundo Cohen, a demora de três meses para apresentar as acusações levantou dúvidas sobre as informações recolhidas.
Acusação e contexto do caso
Elaborado em denúncia criminal selada recentemente, o documento cita Gucci Mane, cujo nome legal é Radric Davis, como líder da gravadora citada. A acusação indica que Williams viajou de Memphis a Dallas com oito acompanhantes, incluindo o pai e o rapper Big30, mantendo confrontos que teriam resultado no apreendido de bens e na suposta assinatura forçada.
Conforme a denúncia, Davis foi forçado a declarar a rescisão do contrato diante de um disparo contido pela pessoa apresentada como braço do grupo. Além do suposto contrato, foram relatados roubos de joias, relógios de alto valor, dinheiro e itens de lucros, com a circulação de pegadas de violência dentro do estúdio durante o episódio.
A ação cita ainda que um co-autor postou vídeo em redes sociais usando o que seria um Rolex roubado, enquanto outros envolvidos teriam divulgado imagens de joias supostamente subtraídas. A investigação aponta o uso de orelhas e anéis como parte do que seria uma operação coordenada.
Situação processual e antecedentes
Tanto Williams quanto os demais réus respondem por conspiração para sequestrar, crime com pena potencial de prisão perpétua. Procuradores afirmam possuir ligação entre Williams e o crime por meio de dados de monitoramento de tornozeleira que, segundo eles, o colocariam no estúdio durante o período de detenção domiciliar.
Williams foi liberado antecipadamente do sistema prisional em outubro do ano passado após cumprir parte de uma sentença de cinco anos por uma acusação de porte ilegal de arma. A defesa não comentou os próximos passos do processo. A Justiça não divulgou novas datas de audiência até o momento.
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