- Brutus, cachorro comunitário conhecido no Parque Flamboyant, foi morto a tiros no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia, no último domingo (5).
- O autor foi o soldado do Corpo de Bombeiros Johnny Lucas Alves Rosa, que afirmou ter agido em legítima defesa após ser cercado por cerca de cinco a seis cães e ser mordido na perna.
- Segundo o bombeiro, o tiro seria para apenas assustar os animais, mas atingiu o cachorro; ele foi atendido no quartel e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento do Novo Mundo com medicação, vacina e soro.
- Perícias já foram realizadas no local e a Polícia Civil de Goiás investiga o caso, com o registro de boletim de ocorrência feito pelo próprio militar.
- Protetores de animais organizam manifestação para pedir justiça pela morte de Brutus, com ato marcado para o próximo domingo (12), às 8h, no Parque Flamboyant.
O episódio ocorreu no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia, no último domingo (5). Um cachorro comunitário conhecido como Brutus foi morto a tiros.
O disparo partiu do soldado Johnny Lucas Alves Rosa, do Corpo de Bombeiros, que diz ter agido em legítima defesa após ser atacado por cães. A apuração já está em curso pela Polícia Civil de Goiás.
Segundo o militar, ele praticava atividade física nas imediações do BEOPP quando foi cercado por cerca de cinco a seis cães. Relata ter sido mordido na perna por um animal de grande porte e, ao não conseguir afastá-lo, sacou a arma e realizou o disparo. A defesa afirma que a intenção era apenas assustar o animal.
O CBMGO afirmou que o agente agiu diante de risco iminente para preservar a integridade física. O militar recebeu atendimento no quartel e foi encaminhado à UPA do Novo Mundo, com medicação, vacina e soro. Um vídeo de moradores mostra o corpo de Brutus no estacionamento.
Quem era Brutus
Brutus morava na região do Parque Flamboyant e era conhecido por frequentadores locais. Testemunhas qualificaram o animal como dócil e tranquilo, o que gerou questionamentos sobre a versão apresentada pelo bombeiro. Moradores ressaltam o convívio sereno com pessoas e outros cães.
Especialistas e protetores de animais destacam a necessidade de apurar as circunstâncias do ataque. A bióloga aposentada Cíntia classificou o caso como revoltante e pediu responsabilização pelo crime ambiental.
Manifestação organizada pela proteção animal está marcada para o próximo domingo (12), às 8h, no Parque Flamboyant.
A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação e que todas as circunstâncias serão apuradas. A denúncia foi registrada e encaminhada ao GPA, em Goiânia, com o protocolo 171474. Moradores cobram divulgação de imagens de câmeras e perícias que comprovem os ferimentos alegados.
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