- Afrika Bambaataa, pioneiro do hip‑hop e cofundador da Universal Zulu Nation, morreu aos 67 anos; causa de morte não foi divulgada.
- Ao longo de sua carreira, enfrentou acusações amplas de abuso sexual contra menores.
- Seu legado artístico inclui o single “Planet Rock” (1982) e a capacidade de moldar o hip‑hop como movimento global.
- A reação na comunidade foi dividida, com reconhecimento de sua influência e críticas às acusações contra ele.
- O projeto do Universal Hip‑Hop Museum, ligado ao movimento, seguia em desenvolvimento com previsão de abertura em 2024.
Afrika Bambaataa, pioneiro do hip hop, morreu aos 67 anos. A morte foi anunciada sem confirmação de causa. A trilha de vida dele abrangeu atuação como DJ, rapper, produtor e ativista, além de ter sido alvo de acusações de abuso sexual que ganharam repercussão pública a partir de 2016.
Bambaataa ajudou a moldar o estilo e a identidade do hip hop mundial. Lançou o hit Planet Rock em 1982, gravado com a Soulsonic Force, que influenciou gerações. Também liderou a Universal Zulu Nation, organização criada no final dos anos 70 que expandiu capítulos ao redor do mundo.
Em 2016, Ronald Savage revelou ter sido abusado pelo DJ em 1981, o que desencadeou ampla cobertura da imprensa e desdobramentos dentro da comunidade. A Zulu Nation se distanciou publicamente do pioneiro, enquanto outros artistas defenderam seu legado. Bambaataa participou de projetos musicais e atividades beneficentes ao longo dos anos.
Repercussões e legado
A cena hip hop dividiu-se entre reconhecimento histórico e debate sobre as acusações. Diversos capítulos da Zulu Nation decidiram romper com a organização anterior, criando novas estruturas associativas. Do ponto de vista artístico, Bambaataa é lembrado por influenciar a sonoridade electro-funk e por estimular colaborações que marcaram a cultura.
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