- YouTuber Nubzombie teve dois strikes de direitos autorais em um gameplay de Silent Hill 2, ambos ligados a músicas geradas por IA que imitavam a faixa “Promise” de Akira Yamaoka.
- Os reclamantes não são de verdade o Yamaoka; as faixas são cópias geradas por IA que remostam o trabalho dele.
- O primeiro strike veio de “Agro memos”; o segundo, de “詹姆斯.K”, cuja faixa se intitula literalmente “Promise”.
- Descrições de Agro memos indicam “Provided to YouTube by The Orchard Enterprises” — a Orchard é divisão da Sony Music Entertainment, ligada a casos semelhantes no passado.
- A Kotaku entrou em contato com Sony Music Entertainment e com a Orchard para esclarecimentos; o caso ilustra falhas do sistema automático de strikes do YouTube, que pode favorecer abusos.
Um YouTube recebeu duas reivindicações de direitos autorais distintas envolvendo um vídeo de gameplay de Silent Hill 2. O conteúdo foi marcado por duas entidades diferentes alegando possuir a obra musical utilizada no playthrough, que traz a faixa Promise de Akira Yamaoka.
O caso ganhou repercussão após o criador Nubzombie divulgar que recebeu as duas notificações durante a publicação de vídeos sobre o jogo. No primeiro, a reivindicação veio de um artista identificado como Agro memos; no segundo, de um artista de apelido 詹姆斯.K. Em ambos os casos, as faixas alegadamente protegidas são versões com vozes geradas por IA sobre a música de Yamaoka.
A análise aponta que as tentativas de reivindicação não correspondem aos artistas originais, mas sim a versões criadas por IA que imitam o estilo de Yamaoka. O operador da plataforma é acusado de favorecer automaticamente os reclamantes, sem verificação independente. A situação evidencia falhas no sistema de detecção de conteúdo protegido.
Historicamente, a empresa de distribuição mencionada nos créditos de Agro memos possui ligação com uma gravadora ligada à Sony Music Entertainment. Registros de casos anteriores mostram que a divisão Orchard Enterprises já foi envolvida em disputas de direitos autorais por conteúdo audial utilizado em vídeos de terceiros.
Especialistas lembram que o uso de IA para criar obras que soem semelhantes a trabalhos protegidos pode simplificar, mas não legitima, a violação de direitos autorais. Em resposta, a indústria e plataformas digitais discutem formas de aperfeiçoar a verificação de reivindicações e evitar abusos, preservando criadores e detentores de direitos.
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