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Carolina Beatriz: tragédia em Itabirito expõe falhas de segurança em parques

Caso em Itabirito eleva alerta sobre segurança em parques de diversão; investigação apura falhas de manutenção, documentação e controle de uso

Carolina Beatriz sofreu traumatismo cranioencefálico grave e teve uma parada cardiorrespiratória ainda no local. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi confirmada no parque.
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  • Carolina Beatriz de Deus Maciel, 21 anos, morreu após acidente no Minas Center Park, em Itabirito, no último sábado; ela sofreu traumatismo cranioencefálico e parada cardiorrespiratória ainda no local.
  • O brinquedo envolvido foi o “minhocão”, que teria perdido uma peça, provocando o descarrilamento do primeiro vagão, capotando e arremessando quatro pessoas; outras três tiveram ferimentos leves.
  • A Justiça manteve presos o operador, de 24 anos, e um dos donos do parque, de 45, por indícios de homicídio com dolo eventual e lesão corporal; apontam falhas na documentação de segurança e na operação.
  • O parque possuía alvará válido, e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais informou que havia responsável técnico habilitado e ART registrada; uma nova vistoria foi realizada e os laudos serão encaminhados para análise.
  • A investigação busca apurar falhas na manutenção e montagem, especialmente em estruturas itinerantes, para definir causas e responsabilidades.

O caso de Carolina Beatriz de Deus Maciel, 21 anos, ocorrido no Minas Center Park, em Itabirito (MG), acendeu o debate sobre a segurança de parques de diversão. A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave e parada cardiorrespiratória ainda no local. A morte foi confirmada no parque, após tentativas de reanimação.

O acidente ocorreu na noite de sábado, 11 de fevereiro, quando o brinquedo conhecido como “minhocão” apresentou falha durante o funcionamento. Segundo testemunhas, o primeiro vagão descarrilou em uma curva e capotou, arremessando quatro ocupantes. Carolina teve pior estado e não resistiu.

Durante audiência de custódia, a Justiça manteve presos o operador do brinquedo, de 24 anos, e um dos donos do parque, de 45, em regime preventivo. Indícios apontam ausência de documentação de segurança e falhas na operação. A magistrada destacou que o equipamento tinha apenas uma barra de contenção, sem dispositivos adicionais.

Investigação e fiscalização

A investigação envolve perícia da Polícia Civil e análise de laudos técnicos para confirmar falhas mecânicas, manutenção ou responsabilidade na operação. O caso também mira a possível omissão de documentos de segurança e falhas no controle de uso da atração.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) informou que o parque possuía responsável técnico habilitado e ART registrada. Uma nova vistoria foi realizada e os materiais serão encaminhados à Câmara Especializada para avaliação ética e técnica da conduta envolvida.

A Prefeitura de Itabirito confirmou alvará válido para funcionamento. O parque foi interditado e a prefeitura acompanha o desdobramento. O Corpo de Bombeiros irá avaliar se as exigências de segurança estavam sendo cumpridas no momento do acidente.

Acidentes em parques pelo Brasil

Em fevereiro, outra ocorrência chamou a atenção: em Cocal (PI), uma mulher sofreu gravemente após cair de uma roda-gigante durante o funcionamento. Ela recebeu socorro do SAMU e segue internada no HEDA, em Parnaíba.

O Simão Center Park, em nota, afirma que o acidente não está relacionado à estrutura ou ao funcionamento do brinquedo e que o parque mantém documentação regular e normas de segurança. Alega que a vítima teria forçado a cadeira ao descer.

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