- O Museu Nacional d’Art de Catalunya (MNAC), em Barcelona, ainda não devolveu as obras murais do Mosteiro de San Cipriano (Sijena) à Abadia Real de Aragón, conforme decisão judicial de maio de 2025.
- A decisão judicial determinou a devolução dos murais românicos do século XIII, que ficaram no MNAC desde 1961, após terem sido removidos em 1936 durante a Guerra Civil espanhola.
- O MNAC argumenta questões técnicas: teme danos ao mover as obras para um ambiente sem controle climático e percorrerem cerca de 150 milhas até Villanueva de Sijena.
- Atualmente, os murais estão em uma área selada do Pavilhão Oval, que também recebe eventos, supostamente mantendo condições que dificultariam a transferência.
- Os murais são descritos como a “Capela Sistina da arte românica” e incluem cenas do Antigo e do Novo Testamento, bem como a genealogia de Cristo.
O MNAC, Museu Nacional d’Art de Catalunya, ainda não cumpriu a ordem judicial que determina a devolução aos Reinos de Aragão das pinturas murais do Mosteiro de Sigena. A decisão foi proferida em maio de 2025 pela Suprema Corte da Espanha.
A disputa envolve o governo aragonês e o MNAC, que mantém as obras desde 1961, após terem sido removidas e restauradas. As pinturas, datadas do século XIII, são consideradas de alto valor histórico e artístico e foram transferidas para Barcelona em 1936, durante a Guerra Civil.
O tribunal concluiu que as obras devem retornar ao mosteiro, mas o MNAC afirma que a mudança exigiria preparo técnico específico. A instituição sustenta que o deslocamento, em ambiente sem controle climático, pode causar danos irreversíveis aos murais.
Motivos apresentados pelo MNAC
A instituição afirma que as obras estão instaladas em uma sala com controle de clima adequado, dentro do Oval Hall. Mover as telas para Villanueva de Sigena, a cerca de 150 milhas de distância, exigiria adaptações que não existem no momento.
Segundo a representação do MNAC, a temperatura, a umidade e a iluminação precisam de ajustes para evitar deterioração. A justificativa é evitar danos físicos que comprometam o estado atual dos murais.
O governo de Aragão, por sua vez, tem reiterado ao uso de mecanismos legais para a devolução integral. Ainda não houve pagamento de indenizações ou data para a efetiva transferência das obras.
As informações são baseadas em decisões judiciais e declarações oficiais disponíveis a partir do meio do ano de 2025. A matéria segue em acompanhamento nos veículos de imprensa cultural.
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