- A Polícia Federal investiga a influenciadora Deolane Bezerra por possível participação em esquema de lavagem de dinheiro, ligado à prisão de MC Poze do Rodo e MC Ryan SP na Operação Narcofluxo.
- Segundo a PF, Deolane teria movimentado cerca de R$ 5,3 milhões entre maio e junho de 2025, com uso de uma “conta de passagem” para dificultar o rastreamento.
- A apuração aponta vínculo financeiro entre os suspeitos, incluindo recebimento de R$ 430 mil de uma produtora ligada a Ryan SP; a PF vê indícios de mistura de receitas de shows com recursos ilícitos.
- Parte dos recursos teria sido transferida ao Instituto Projeto Neymar Jr. e a empresas ligadas à blindagem patrimonial, além de pagamentos a lojas de automóveis e a empresas de segurança veicular.
- A PF mantém que o destino dos recursos pode indicar tentativa de inserir valores suspeitos na economia formal, com a investigação ainda em andamento e novas medidas podendo ser adotadas.
A Polícia Federal investiga a influenciadora Deolane Bezerra por possível participação em um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado até 1,6 bilhão de reais. A apuração faz parte da Operação Narcofluxo, deflagrada na quarta-feira (15), que resultou na prisão de MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, apontados como peças centrais do esquema. A PF aponta que Deolane movimentou cerca de 5,3 milhões de reais entre maio e junho de 2025, com o uso de uma chamada conta de passagem para dificultar o rastreamento.
De acordo com o relatório policial, a influenciadora teria recebido 430 mil reais de uma produtora ligada a MC Ryan SP, o que, segundo a PF, pode indicar vínculo financeiro entre os investigados. A investigação também aponta que empresas associadas ao cantor teriam misturado receitas de shows com recursos de origem ilícita, como apostas e rifas digitais. Parte dos recursos seria destinada a transferências para o Instituto Projeto Neymar Jr. e pagamentos a uma empresa de blindagem automotiva, entre outras movimentações.
Pelo menos duas linhas de apuração foram destacadas pela PF: movimentações em contas de passagem e relações financeiras entre investigados, com o objetivo de inserir recursos suspeitos na economia formal. Deolane já é citada em outros casos envolvendo rifas digitais e crimes contra a economia popular. A investigação segue em andamento e pode gerar novas medidas judiciais.
Narcofluxo: funcionamento do esquema
A PF descreve um esquema estruturado que utilizava dinheiro, transferências e criptoativos para lavar recursos de origem criminosa. A operação também envolveu o uso de estruturas empresariais para dar aparência legal aos valores movimentados e facilitar a inserção de recursos na economia formal. A Justiça Federal determinou o sequestro de bens ligados aos investigados para interromper o fluxo financeiro.
Enfoque nos protagonistas e respostas
A PF aponta MC Ryan SP como líder e beneficiário econômico do grupo, com atuação central no controle de empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento. A defesa de Ryan afirmou que todos os valores transacionados possuem origem comprovada e estão sujeitos a controle tributário. Poze do Rodo teve a defesa de forma semelhante, embora a nota oficial da defesa não tenha sido publicada até o fechamento desta matéria.
Deolane afirma que o dinheiro tem origem lícita, destacando venda de um carro com contrato formalizado e comprovantes de transferência. A influenciadora também disse que a doação ao Instituto Neymar Jr. é superior ao valor recebido e que tudo está declarado no imposto de renda. O espaço para contato com a assessoria da Choquei permanece, sem resposta até o momento.
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