- A Polícia Federal citou o cantor MC Gui em relatório de investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a plataformas de apostas online, após identificar recebimento de R$ 150 mil pelo artista.
- O valor foi transferido entre maio e junho de 2024 por um operador ligado ao esquema, que concentrava recursos de empresas de apostas e redistribuía entre pessoas associadas ao grupo.
- O relatório não aponta MC Gui como investigado; ele aparece apenas como destinatário da transferência identificada durante a apuração.
- A defesa de MC Gui disse que a transação está relacionada à participação dele em uma barbearia na zona leste de São Paulo, negócio que ele adquiriu após a saída de um sócio.
- A Operação Narco Fluxo ocorreu na manhã de quarta-feira, 15, em São Paulo, com prisão de MC Ryan SP e Poze do Rodo, e mira movimentação de mais de R$ 1,6 bilhão.
A Polícia Federal citou o cantor MC Gui em uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a plataformas de apostas online. O valor de R$ 150 mil foi recebido pelo artista em uma transação identificada entre maio e junho de 2024, conforme relatório enviado ao Ministério Público e divulgado pelo SBT. A transferência partiu de um operador financeiro ligado ao esquema, apontado como intermediário de recursos do grupo investigado.
Segundo o documento, o operador reunia valores de empresas do setor de apostas e redistribuía entre pessoas associadas à organização criminosa. Apesar de constar como destinatário, o nome de MC Gui não é apontado como investigado: não há atribuição direta de participação no crime.
A defesa do cantor afirmou que a transação está ligada a uma participação de MC Gui em uma barbearia na Zona Leste de São Paulo. O artista diz ter adquirido parte do negócio após a saída de um dos sócios, sem indícios de irregularidade à época. A barbearia acabou fechando as atividades posteriormente.
Operação Narco Fluxo
Na manhã da última quarta-feira, 15, MC Ryan SP e Poze do Rodo foram presos durante a operação. A PF questiona esquema de lavagem de dinheiro e transações ilícitas envolvendo valores superiores a R$ 1,6 bilhão e criptoativos, com desdobramentos no Brasil e no exterior. A investigação segue para esclarecer a participação de diferentes pessoas e estruturas ligadas ao esquema.
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