- Milão 2026: marcas como Gucci, Louis Vuitton, Loro Piana e Hermès reafirmam seu papel no design de interiores com instalações que homenageiam origens e dialogam com novas propostas.
- Louis Vuitton apresenta uma exposição com peças de Objets Nomades, reeditando a penteadeira Touche de Rouge e incluindo peças do Estúdio Campana e a poltrona Stella.
- Issey Miyake expõe The Paper Log: Shell and Core, uma instalação que transforma resíduos de papel em mobiliário, destacando reutilização e circularidade.
- Armani/Casa mostra oito peças que dialogam com residências do fundador Giorgio Armani, com itens como as versões atualizadas da poltrona Baloon, a luminária Logo e a cadeira Dustin.
- Gucci Memoria ocupa o pátio interno da igreja de San Simpliciano, contando a história de 105 anos da marca com jardins e recursos visuais que unem tradição e publicidade contemporânea.
Milão 2026 recebe a Semana do Salão do Móvel com grifes de moda redesenhando o design de interiores. Gucci, Louis Vuitton, Loro Piana e Hermès exibem instalações que reverenciam origens e exploram experimentações performáticas.
As montagens destacam a troca entre moda e decoração, com peças históricas e reedições. A mostra reúne móveis, têxteis e objetos que conectam legado artesanal a projetos contemporâneos, em cenários que privilegiam estética e precisão.
Abaixo, veja as propostas em espaço de apresentação e as leituras de cada selo, com foco em o que foi apresentado, onde ocorreu e por quê.
Louis Vuitton
A marca abre a mostra com uma leitura de Objets Nomades, integrando objetos de Campana e a nova poltrona Stella, em sala de espelhos. A penteadeira Touche de Rouge, criada em 1921, é uma peça-chave que relembra o início do envolvimento da casa com o design.
A apresentação envolve acessórios, têxteis e móveis, buscando dialogar entre arquivos históricos e criações recentes. A curadoria reforça o papel da Louis Vuitton na fusão entre arte decorativa e moda, mantendo a assinatura estética da maison.
Estúdio Campana revisita peças como o balanço Cocoon Dichroic e o armário Cabinet Kaléidoscope, ampliando o conjunto exposto com uma sala que evidencia texturas e reflexos.
Issey Miyake
The Paper Log: Shell and Core, de Satoshi Kondo, transforma resíduos industriais em mobiliário e objetos de design. A instalação propõe uma ponte entre moda, arquitetura e sustentabilidade, explorando camadas de papel reaproveitado.
Materiais dobrados e processos de plissagem aparecem como forma escultórica. Bancos, cadeiras e mesas dialogam com a ideia de reutilização, mostrando como o papel pode ter leituras diversas, do leve ao estrutural.
A exposição convida o visitante a perceber o processo criativo por trás das peças, destacando o papel como matéria central e a circularidade como eixo conceitual.
Armani/Casa
No showroom de Corso Venezia, 14, oito peças emblemáticas evocam as residências do estilista Giorgio Armani. A instalação reforça identidade de luxo discreto e atemporal, com itens como Baloon, Logo e Dustin em versões atualizadas.
A reprodução da sala de estar de Armani em Milão oferece intimidade do fundador falecido, com móveis que combinam madeira, tecidos nobres e detalhes de iluminação. As peças destacam a harmonia entre ambiente privado e design de alto nível.
A apresentação amplia a percepção de residência do criador, conectando locais emblemáticos como Milão, Pantelleria e Saint-Tropez ao imaginário da marca.
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