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Homem é preso por golpe com Pix e venda ilegal de medicamento abortivo

Polícia Civil do Distrito Federal prende homem por golpe com PIX em plataforma de comércio digital; movimentou R$ 750 mil e mantinha Cytotec irregularmente, com pena prevista de até 15 anos

Imagem ilustrativa dos crimes de golpe e extorsão mediante sites e aplicativos - (crédito: Caio Gomez)
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  • Homem foi preso por manipular o sistema de validação de pagamentos via PIX em plataforma de comércio digital, com movimentação irregular estimada em R$ 750 mil.
  • A operação, batizada de Essência Criminosa, ocorreu na quinta-feira, 23 de abril, com cumprimento de mandados em Ceilândia, Taguatinga e Vicente Pires.
  • Os agentes apreenderam celulares, tablets e notebooks para perícia e identificaram dezenas de golpes aplicados em poucos dias.
  • O golpe envolvia simular dados de transação para que a plataforma validasse pagamentos inexistentes, liberando mercadorias sem pagamento real.
  • Um dos acusados foi preso em flagrante por armazenar e comercializar ilegalmente Cytotec (misoprostol); pode responder por posse e venda irregular, fraude eletrônica e organização criminosa, com pena prevista de até 15 anos.

Um homem foi preso por manipular o sistema de validação de pagamentos via PIX em uma plataforma de comércio digital. O golpe, realizado nesta quinta-feira (23/4), resultou na movimentação irregular de cerca de R$ 750 mil em mercadorias. Além disso, o suspeito mantinha em depósito, para fins comerciais, o medicamento abortivo Cytotec (misoprostol).

A ação foi realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Divisão de Análise de Crimes Virtuais, durante a Operação Essência Criminosa (DCV/CORF). A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Ceilândia, Taguatinga e Vicente Pires. Celulares, tablets e notebooks foram apreendidos para perícia.

Segundo as investigações, a quadrilha utilizou diversos golpes em curto período. O método consistia em simular dados falsos sobre o status de transações via PIX e induzir o sistema da plataforma a validar pagamentos inexistentes, liberando mercadorias sem pagamento real.

A organização era estruturada para ampliar a eficiência do golpe e dificultar rastreamento. Um grupo executava a fraude digital, enquanto outros atuavam como intermediários financeiros e receptadores das mercadorias, com cadastros falsos para confundir controles.

Durante a operação, um dos golpistas foi preso em flagrante por armazenar e comercializar ilegalmente o Cytotec, substância de uso restrito pela Anvisa. A venda fora de hospitais credenciados é proibida.

Pelo uso e venda irregular do fármaco, o suspeito pode responder por até 15 anos de reclusão. Ele também poderá responder pelos crimes de fraude eletrônica e organização criminosa.

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