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PF pede prisão de Ryan, Poze do Rodo e criador da Choquei após habeas corpus STJ

PF requer prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira após habeas corpus no STJ, apontando risco de continuidade criminosa em lavagem de dinheiro acima de R$ 1,6 bilhão

O MC Ryan SP, o MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’, das Redes Sociais. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais
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  • Após o STJ ter concedido habeas corpus, a Polícia Federal pediu a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira e outros investigados, por suspeita de esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
  • A investigação aponta que a organização movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas ao exterior.
  • O iCloud foi determinante: o backup armazenado permitiu cruzar documentos, extratos e mensagens, ajudando a mapear a rede de operadores, empresas e influenciadores.
  • MC Ryan SP seria o líder e principal beneficiário, usando empresas ligadas à produção musical para misturar receita lícita com recursos de apostas e para blindagem patrimonial. A Justiça autorizou a apreensão de bens acima de R$ 1,63 bilhão.
  • MC Poze do Rodo seria ligado a estrutura financeira da organização, com envolvimento em rifas digitais e apostas ilegais, podendo responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.

Após o STJ ter concedido habeas corpus para o funkeiro MC Ryan SP, a Polícia Federal pediu a prisão preventiva dele, de MC Poze do Rodo e de Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, além de outros investigados. O caso envolve um esquema de lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 1,6 bilhão. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23).

A PF aponta que o grupo utilizava bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas ao exterior para movimentar recursos. Os alvos já haviam sido presos temporariamente em 15 de abril, na operação que originou a investigação.

O pedido de prisão preventiva busca manter a ordem pública diante da gravidade do esquema e do volume financeiro. A PF sustenta risco de continuidade criminosa, além de possível interferência nas investigações e destruição de provas.

Operação Narco Fluxo

A investigação teve origem na análise de arquivos do iCloud do contador Rodrigo Morgado, iniciada durante a Narco Bet, em outubro de 2025. A PF diz ter identificado uma estrutura de lavagem com cooperação entre operadores financeiros, empresas de fachada e influenciadores.

Segundo a decisão, Rodrigo Morgado era peça-chave na organização, gerindo transferências e repasses. A PF também aponta que Tiago de Oliveira atuava como braço-direito, centralizando recursos e negociações imobiliárias em favor do cantor.

Outros investigados aparecem como operadores logísticos ou tesoureiros formais de bens ligados ao artista. Entre eles, nomes como Belga ou Xandex e pessoas ligadas a plataformas de pagamentos.

Papel dos influenciadores

Influenciadores com grande alcance seriam usados para divulgar apostas e rifas, além de melhorar a imagem pública do grupo. Raphael Sousa Oliveira, criador da Choquei, é apontado como operador de mídia, recebendo valores para divulgar conteúdos favoráveis e plataformas de apostas.

Chrys Dias e outros nomes ligados ao marketing digital aparecem como financiadores ou intermediários de recursos ilícitos, segundo a PF.

O que foi apreendido

A Polícia Federal apreendeu carros de luxo, joias, relógios, armas, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos. Um colar com a imagem de Pablo Escobar, encontrado com MC Ryan SP, chamou atenção.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 1,63 bilhão, além de bloqueio de criptomoedas em corretoras. Novas apreensões de dados em nuvem, celulares e notebooks foram autorizadas.

Papéis dos investigados

MC Ryan SP é apontado como líder e principal beneficiário econômico, segundo a PF. Ele teria usado estruturas ligadas à produção musical para misturar receitas legais com ganhos de apostas e rifas.

MC Poze do Rodo aparece ligado a empresas ligadas à circulação de recursos ilícitos e pode responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. A defesa ainda não teve acesso ao processo.

Tiago de Oliveira é descrito como braço-direito do grupo, atuando como procurador e gestor financeiro. Outros investigados teriam funções de testa de ferro e operadores logísticos.

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