- A influenciadora Adrielly Viviany Araújo de Jesus, 29, foi presa preventivamente em Roraima por suspeita de organizar o esquema do “jogo do tigrinho”, que teria movimentado 144 milhões de reais entre 2023 e 2024, apesar de ela estar inscrita em programas sociais.
- Ao todo, sete investigados foram presos preventivamente e o grupo movimentou cerca de 260 milhões de reais em dois anos, valor incompatível com a renda declarada.
- Entre os alvos estão o marido da investigada, Amanda Lourenço, Gildásio Cardoso, Laís Ramos Gomes da Silva, Patrik Adhan, Raniely Carvalho e Vitória Reis.
- A operação Mantus, da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, cumpriu onze mandados de busca e apreensão e bloqueou valores que podem chegar a 68 milhões de reais.
- Segundo o delegado, o crime envolvia uso estratégico das redes sociais para atrair vítimas com promessas de ganhos fáceis, com indícios de lavagem de dinheiro e aumento patrimonial significativo.
A Polícia Civil de Roraima prendeu preventivamente Adrielly Viviany Araújo de Jesus, 29, suspeita de ser a organizadora de um esquema envolvendo o “jogo do tigrinho” que movimentou 144 milhões de reais entre 2023 e 2024. Ela é influenciadora inscrita em programas sociais do governo federal.
Além dela, mais sete pessoas foram presas preventivamente, incluindo seis influenciadores. O grupo teria movimentado cerca de 260 milhões de reais em dois anos, valor considerado incompatível com a renda declarada pelos investigados.
Entre os alvos com prisão preventiva estão o marido de Adrielly, Dione dos Santos Silva, 37, a influenciadora Amanda Lourenço, 28, o influenciador Gildásio Cardoso, 25, de Goiás, com 29 mil seguidores, a influenciadora Laís Ramos Gomes da Silva, 31, e o influenciador Patrik Adhan, 27, com 619 mil seguidores.
Outros investigados enfrentaram medidas judiciais como mandados de busca e apreensão em suas residências, incluindo a esteticista Juliana Lima do Nascimento, 23, a influenciadora Victoria Paixão, 26, com 10,8 mil seguidores, e o empresário Ruissian Ferreira Braga Ribeiro, 28, do ramo automobilístico.
Segundo o delegado Eduardo Patrício, responsável pelo caso, os investigados usavam a visibilidade para divulgar plataformas do “jogo do tigrinho”, atraindo seguidores com promessas de ganhos fáceis. A operação mostrou atuação organizada nas redes e alto potencial de dano coletivo.
Mantus, como é chamada a operação, ocorreu após cerca de 18 meses de investigação, iniciada em setembro de 2024, e revelou um esquema estruturado com forte atuação digital para crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além de sequestro de bens móveis e imóveis e bloqueio de valores que podem chegar a 68 milhões de reais nas contas dos investigados, conforme a DERCC.
Os mandados de prisão e de busca foram expedidos pela Vara de Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro, com manifestação favorável do Ministério Público. As investigações seguem em andamento, com possibilidade de novas fases.
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