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Interessados em cruzar a terceira maior rodovia do Brasil enfrentam poeira e lama

Transamazônica permanece sem pavimento em trechos críticos, trazendo poeira no verão e lama no inverno, dificultando transporte, escoamento e monitoramento ambiental

Trechos não pavimentados da rodovia Transamazônica que cortam a floresta tropical brasileira – Créditos: depositphotos.com / pedarilhos
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  • A BR-230, a Transamazônica, corta sete estados do litoral da Paraíba até a fronteira com o Amazonas, com extensão planejada de mais de quatro mil e duzentos quilômetros.
  • Criada na década de setenta para ligar a Amazônia ao Nordeste, a rodovia enfrentou chuvas equatoriais intensas que destruíram o asfalto inicial e deixaram trechos em leito natural, especialmente no Pará e no Amazonas.
  • O inverno amazônico transforma a via de terra em atoleiros chamados “borrachudos”, deixando caminhões parados por dias ou semanas até receberem apoio de tratores.
  • O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realiza operações anuais de terraplanagem, mas pavimentar e manter a via sobre solo úmido é financeiramente e tecnicamente desafiador.
  • O traçado gerou desmatamento em formato de “espinha de peixe”; há disputa entre a necessidade de acesso para moradores e produtores e os riscos ambientais, com interesse de expedições off-road e de rali.

A Transamazônica, conhecida como BR-230, continua a desafiar motoristas e caminhoneiros. A estrada, concebida na década de 1970, liga o litoral da Paraíba à fronteira com o Amazonas, passando por sete estados. Em tempos de chuvas, o percurso vira lama e atoleiros; no verão, poeira dificulta a circulação. O projeto nasceu com o objetivo de integrar a Amazônia ao Nordeste, mas enfrenta dificuldades técnicas e financeiras para se manter pavimentado e estável.

O DNIT acompanha o andamento da via, que permanece em grande parte sem pavimentação adequada em trechos da floresta. Operações de terraplanagem são realizadas periodicamente, porém o asfaltamento esbarra em solos instáveis, de floresta úmida, e em custos elevados. Os desafios são exacerbados pela logística remota e pela geografia da região.

Situação atual da BR-230

Caminhões de grãos e mantimentos enfrentam, em muitos trechos, lama profunda durante o período chuvoso. Na estação seca, a estrada se transforma em caminho de terra com poeira intensa. A diferença entre as duas fases do ano é marcada, impactando o transporte de cargas e a manutenção da via.

Dados logísticos do eixo Norte-Nordeste

A rodovia atravessa PB, PE, CE, PI, MA, TO, PA e AM, com extensão prevista acima de 4.200 quilômetros. Entre Itaituba e Ruropolis, em PA, aparecem áreas com atoleiros severos que dificultam a passagem. A abertura da via também é associada a impactos ambientais, incluindo desmatamento em padrões de ocupação da floresta.

Desafios e usos da via

Para moradores e produtores locais, o asfalto é visto como caminho para acesso a serviços públicos e saneamento da produção. Por outro lado, ambientalistas alertam para riscos de grilagem, extração ilegal de madeira e pressão sobre áreas de floresta. A busca é por equilíbrio entre desenvolvimento humano e proteção ambiental.

Visão de quem encara a rodovia

Exploradores e entusiastas de off-road buscam desafios na BR-230 com guinchos, ferramentas de desatolamento e suprimentos extras. A viagem pode exigir dias adicionais devido às condições adversas, especialmente em trechos de terra e lama. A rodovia permanece como um teste à engenharia e à resistência da população amazônica.

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