- Publicação de KrebsOnSecurity aponta que a brasileira Huge Networks pode ter orchestrado ataques DDoS contra provedores de internet menores, informação contestada pela empresa.
- Um arquivo exposto em diretório público continha programas em Python e chaves SSH privadas do CEO, Erick Nascimento, segundo a reportagem.
- Os registros indicam um botnet que visava roteadores Arch AX21 da TP-Link, infectando-os com uma variante do malware Mirai para realizar DDoS via consultas DNS.
- O CEO Erick Nascimento afirmou que não escreveu os códigos e que notificou provedores de nível 1; a Huge Networks contratou uma empresa de análise forense para investigar e atribuiu a uma falha interna o acesso indesejado a recursos.
- Nascimento afirma ter evidências no blockchain de que concorrente seria responsável pelo incidente; a empresa sustenta que não realiza ataques DDoS para vender soluções de proteção.
Uma investigação publicada pelo KrebsOnSecurity aponta que a empresa brasileira Huge Networks pode ter atuado como base para ataques DDoS contra provedores de internet no Brasil, envolvendo infraestrutura da própria empresa. O texto cita um conjunto de arquivos encontrados em diretório aberto contendo programas maliciosos e chaves SSH privadas do CEO Erick Nascimento.
Segundo o material, um botnet teria visado roteadores desprotegidos, especialmente o modelo Arch AX21 da TP-Link. Ao identificar os dispositivos, o malware Mirai seria acionado para gerar tráfego massivo de DNS, saturando serviços dos ISPs.
O TecMundo procurou a Huge Networks para comentar, mas não obteve resposta até a publicação. O CEO afirmou que não participou da criação dos códigos e que houve notificação aos provedores de nível 1, destacando uma investigação interna.
Envolvimento da Huge Networks
Nascimento diz que a empresa não realiza ataques para vender proteção. Alega ter contratado uma firma de forense de redes para apurar o caso, apontando uma falha interna como porta de entrada para o invasor.
Versões do caso
O CEO afirma possuir evidências em blockchain sugerindo que o incidente foi causado por um concorrente, sem divulgar o nome. O objetivo é preservar o fator surpresa, segundo ele, embora não haja confirmação independente.
Contexto e próximos passos
O texto de Krebs cita incidentes semelhantes de extorsão no setor de cibersegurança. O TecMundo manterá a apuração e atualizará o conteúdo conforme novas informações sejam disponibilizadas pela empresa ou por fontes externas.
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