- Perícia particular emitida em março de 2026 contesta o laudo oficial de suicídio de Paulo Cezar Goulart Siqueira (PC Siqueira), sugerindo asfixia por fio de fones de ouvido dentro do apartamento em São Paulo.
- Laudo oficial apontava enforcamento com cinta de catraca na frente da ex-namorada Maria Luiza Lopes Watanabe; o novo parecer afirma que não houve enforcamento e que houve possível assassinato, sem indicar o autor.
- Marcas no pescoço seriam compatíveis com fio preto de fone de ouvido, não com a cinta laranja; o fio foi recolhido pelos advogados da família e entregue ao 11º Distrito Policial, em Santo Amaro.
- Ministério Público pediu que o fio seja encaminhado ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística para comparação com os ferimentos; como a morte ocorreu há mais de dois anos, não será possível exumar o corpo, e a análise será feita com fotos do cadáver.
- Inquérito permanece aberto para investigar homicídio, instigação ao suicídio e omissão de socorro; o caso tramita em segredo de justiça, e a defesa de Maria Luiza sustenta neutralidade das perícias oficiais.
Uma perícia particular, divulgada em março de 2026, contestou o laudo oficial de morte de Paulo Cezar Goulart Siqueira, conhecido como PC Siqueira. O parecer sustenta que o influenciador digital não morreu por suicídio, e sim por asfixia causada por um fio fino dentro de seu apartamento em São Paulo.
Segundo o documento, as marcas no pescoço seriam compatíveis com um fio preto de fone de ouvido, diferente da cinta laranja usada na versão inicial. O laudo particular não aponta quem teria cometido o suposto crime. A perícia foi solicitada pela família de PC Siqueira.
A Polícia Técnico-Científica havia concluído, inicialmente, que houve enforcamento com a cinta diante da ex-namorada Maria Luiza Lopes Watanabe. A nova análise afirma que o objeto dominante seria o fio do fone de ouvido encontrado no local. O fone foi recolhido após atuação dos advogados da família e entregue ao 11º Distrito Policial, em Santo Amaro.
Diante da divergência entre laudos, o Ministério Público determinou que o fio seja encaminhado ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística para comparação com os ferimentos. Como a morte ocorreu há mais de dois anos, não será possível exumar o corpo; a perícia será baseada em fotografias do cadáver.
No fim de 2025, a Polícia Civil tentou o arquivamento do caso, mas a Justiça não autorizou. Suspeitas levantadas pela promotoria sobre laudos e depoimentos divergentes mantiveram a investigação aberta. O inquérito continua em apuração de homicídio, instigação ao suicídio e omissão de socorro.
Depoimentos anteriores indicavam que PC Siqueira teria se suicidado dois dias após o término com Maria, na frente da vítima. A ex-namorada afirmou ter tentado salvar o influenciador e pediu ajuda ao ouvir gritos. Uma vizinha teria encontrado o corpo.
Em abril de 2026, a defesa da ex-namorada, representada pela advogada Clarissa Azevedo, reforçou que não há elementos técnicos que incriminem Maria Luiza. Alegou ainda que o inquérito tramita em sigilo, com manifestações públicas cautelosas, e ressaltou que laudos oficiais são elaborados por órgãos do Estado.
A defesa também destacou que pareceres particulares, mesmo que apresentados aos autos, não possuem o mesmo grau de imparcialidade. A nota reiterou que não houve acusação formal contra Maria Luiza até o momento. O caso permanece sob segredo de Justiça.
PC Siqueira ganhou notoriedade no YouTube, com carreira marcada por polêmicas recentes envolvendo acusações não comprovadas. O influenciador faleceu aos 37 anos, em dezembro de 2023.
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