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5 artistas pouco reconhecidos ganham destaque em Nova York nesta temporada

Exposições em Nova York elevam artistas pouco conhecidos, com curadores e colecionadores buscando novas leituras e impactos no circuito da temporada

Domenico Gnoli, *Due Dormienti*, 1966.
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  • Domenico Gnoli é destaque em exposição na Lévy Gorvy Dayan, com obras como L’inverno (Couple au Lit) de 1967, em cartaz até 23 de maio, em Nova York.
  • Raquel Rabinovich, com It Is So Dark It Is Transparent (1998), fica em exibição na Hutchinson Modern and Contemporary até 9 de maio, na cidade.
  • Mao Ishikawa apresenta fotografias em Alison Bradley Projects, incluindo séries de 1975–77 e 1986, com mostra até 6 de junho.
  • Metcalf Chateau, grupo assinado por artistas de Hawai’i, é mostrada na Ryan Lee até 9 de maio, destacando obras de Satoru Abe, Tadashi Sato e outros.
  • Antonio Henrique Amaral, na Galeria Nara Roesler, traz obras como Bla Bla Bla (1966) e Tricephalic (1965), com mostra até 2 de maio na região de Nova York.

A temporada de feiras e leilões de Nova York chega com galerias experimentando, buscando novos nomes. Entre os destaques, exposições com artistas menos conhecidos ganham espaço nas paredes da cidade. O foco deste artigo são cinco shows que colocam artistas menos estabelecidos em evidência nesta temporada.

Domenico Gnoli at Lévy Gorvy Dayan

A mostra reúne obras de Gnoli, incluindo L’inverno (Couple au Lit), de 1967. O trabalho retrata um casal em posição sexual, coberto por lençóis que ocupam boa parte da tela, em paleta frias. A série enfatiza objetos e superfícies, criando uma sensação clínica de distanciamento emocional.

Apesar de Gnoli ter reconhecimento internacional, sua presença nos EUA é tímida. A mostra destaca telas de composições fechadas ao espectador e tons de branco e cinza, com uma leitura irônica na obra Back View (1968), que mostra a contracapa de uma tela. A exposição fica em cartaz até 23 de maio, no endereço 19 East 64th Street.

Raquel Rabinovich at Hutchinson Modern and Contemporary

It Is So Dark It Is Transparent (1998) abre a leitura para uma pintura que, à primeira vista, parece um emaranhado de traços pretos. Ao observar, surgem mensagens ocultas, com o título surgindo por meio de stencil, revelando-se apenas após uma visão prolongada.

Rabinovich, que faleceu aos 102 anos em janeiro, trabalhou com uma linguagem minimalista sobre silêncio e contenção. Nascida na Argentina, participou de movimentos políticos e passou parte da vida nos EUA, onde criou obras da série River Library. A mostra fica em cartaz até 9 de maio, em 47 East 64th Street.

Mao Ishikawa at Alison Bradley Projects

A fotógrafa, presente no 2026 Whitney Biennial, registra Okinawa e cidades americanas, buscando pontos de contato entre comunidades. A mostra nos EUA marca sua primeira exposição na galeria Alison Bradley, apresentando cerca de 30 imagens com um tom festivo e, por vezes, contundente.

Entre as fotos, destaca-se uma imagem de 1975–77 da série Red Flower (Akabanaa), com mulheres em praia; outras imagens de 1986 mostram celebrações na comunidade negra de Philadelphia. A mostra inclui também autorretratos de 2001–2002, que referenciam o diagnóstico de câncer de Ishikawa. Fica em cartaz até 6 de junho, em 526 West 26th Street, #814.

Metcalf Chateau at Ryan Lee

A galeria relembra a história de Metcalf Chateau, grupo de artistas havaianos que, em 1954, exibiu em uma casa de Honolulu e influenciou a cena pós-guerra. A mostra exibe obras de Satoru Abe e Tadashi Sato, com composições abstratas que exploram leveza e gravidade.

Entre as peças, destaca-se Skyward (1962) de Abe, com orbes flutuando, e Untitled (Rock with Twig) de Sato, que traz galhos acoplados a uma pedra que parece emitir luz. A presença de Bumpei Akaji, outro membro, traz um tom mais sombrióbio com uma peça de 1960 que remete a feridas do passado. A exposição fica até 9 de maio, no 515 West 26th Street.

Antonio Henrique Amaral at Galeria Nara Roesler

A mostra reúne Amaral, cuja pintura Bla Bla Bla (1966) dialoga com o período de ditadura no Brasil, representando a cacofonia de vozes em faces com várias bocas. Tricephalic (1965) traz uma figura alada de formato humano com cabeças ampliadas, enquanto Sexus (1967) apresenta pés verdes ligados a um orbe com o olho-central.

A curadoria compara Amaral a Tarsila do Amaral e projeta o legado do biomorfismo na arte brasileira, ao lado de Thiago Barbalho, artista mais jovem. A mostra fica até 2 de maio, na Galeria Nara Roesler, em 511 West 21st Street.

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