- Documentário da Globoplay mostra facções criminosas expandindo atuação para garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso.
- A área já possui aproximadamente 4,2 mil hectares impactados, em território que abriga 201 indígenas do povo Nambikwara distribuídos em sete aldeias.
- Sararé figura como o território com maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil, com 1.814 registros, conforme monitoramento do Ibama via Operação Amazônia Nativa.
- A atuação ocorre em duas frentes: com lideranças clandestinas já presentes no local e tomando a dianteira para controlar o garimpo.
- Os impactos ambientais incluem contaminação de córrios e rios locais por mercúrio e cianeto, além da alteração do leito de parte dos cursos d’água.
A atuação de facções criminosas no Brasil vai além do tráfico de drogas. O garimpo ilegal surge como nova fonte de recursos, com impactos a comunidades e ao meio ambiente. O documentário Territórios – Sob o Domínio do Crime analisa esses avanços, inclusive na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso.
Segundo o material, as facções atuam de duas formas: apoiando lideranças clandestinas que já atuavam no local e assumindo o controle direto do garimpo. A Polícia Federal observa que a localização da serra dificulta ações estatais de combate.
O documentário aponta que a presença das organizações no garimpo é parte de uma estratégia de obtenção de renda, aproveitando a exploração de ouro para movimentar recursos e, em alguns casos, servir de moeda de troca. A expansão ocorre em meio a desafios logísticos e de fiscalização.
A Terra Indígena Sararé
Sararé abriga cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, em sete aldeias. O território se estende por Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, com 67 mil hectares. Aproximadamente 4,2 mil hectares já foram impactados pelo garimpo ilegal.
O território está entre os que registram maior quantidade de alertas de garimpo ilegal no Brasil. Dados do Ibama, encaminhados pela Opan, sinalizam 1.814 notificações na Sararé. O monitoramento aponta danos ambientais relevantes, como contaminação de córregos e do rio Sararé por mercúrio e cianeto.
O Centro Gestor e Operacional do Sisema, vinculado ao Ministério da Defesa, confirma a área afetada e ressalta que a degradação também envolve alterações no leito de cursos d’água, com impactos sobre comunidades locais e ecossistemas.
Entre na conversa da comunidade