- A Justiça do Rio Grande do Sul suspendeu o processo contra oito policiais militares da Brigada Militar e o comandante do pelotão envolvidos no caso de tortura a um preso em Torres, litoral norte do estado.
- Vídeos gravados por um dos próprios agentes mostram o momento em que o suspeito é agredido com socos e chutes após a prisão por suspeita de tráfico de drogas, com ameaças para obter informações.
- O inquérito da corregedoria aponta tortura física e psicológica, fraude processual e falsidade ideológica; o veículo da vítima teria sido danificado para simular um acidente e justificar ferimentos, e tijolos de maconha teriam sido colocados no carro para sustentar a prisão em flagrante.
- Oito policiais militares foram indiciados e afastados, junto com o comandante do pelotão; o caso foi encaminhado ao Ministério Público e à Justiça Militar.
- A Brigada Militar afirmou repudiar conduta irregular e que os policiais responderão a processos administrativos; as defesas afirmam que ainda não tiveram acesso completo ao inquérito.
A Justiça do Rio Grande do Sul suspendeu o processo envolvendo oito policiais da Brigada Militar acusados de torturar um preso após a prisão por suposto tráfico em Torres, no litoral norte. O caso levou ao afastamento de oito agentes e de um comandante do pelotão.
Imagens gravadas por um dos próprios policiais teriam registrado agressões com socos e chutes durante a abordagem. A investigação aponta ainda tentativas de obter informações sobre uma suposta rede de tráfico por meio de ameaças.
Segundo o inquérito da corregedoria, os agentes teriam praticado tortura física e psicológica, fraude processual e falsidade ideológica. O relatório indica que o carro da vítima foi danificado para simular um acidente e justificar ferimentos.
Ainda conforme as apurações, membros do setor de inteligência teriam colocado tijolos de maconha no veículo para reforçar a prisão em flagrante. O caso segue sob análise das instâncias competentes.
Afastamentos e próximos passos
Oito policiais foram indiciados e afastados, além do comandante do pelotão. A apuração será encaminhada ao Ministério Público e à Justiça Militar para continuidade das medidas legais.
A Brigada Militar afirmou repudiar condutas irregulares e informou que, além do afastamento, os agentes responderão a processos administrativos internos. As defesas disseram ainda não ter acesso integral ao inquérito.
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