- Rutherford Chang, artista conhecido por obras com quadrados que trazem participação social, faleceu no ano passado aos 45 anos, em meio a uma exposição em Pequim.
- A mostra no UCCA Center for Contemporary Art, em Pequim, incluiu a peça mais conhecida dele, “We Buy White Albums” (2013–25), que reúne cópias do álbum branco dos Beatles.
- Chang coletou cerca de 1% das cópias originais, com capas brancas e marcas de uso, transformando objetos de consumo em obras que questionam valor e significado.
- Em outra série, “For CENTS #1—#10,000” (2017–24), ele reuniu dez mil moedas de cobre, registrou cada uma na blockchain e as derreteu em um cubo de cobre, explorando valor material versus virtual.
- A prática de Chang enfatizava circulação e sistemas, incluindo projetos como “The Class of 2008” com ilustrações do *Wall Street Journal*, mostrando como contextos econômicos e sociais moldam objetos.
Rutherford Chang, artista conhecido por obras baseadas em quadrados, faleceu no ano passado aos 45 anos. Sua mostra mais recente foi um panorama retrospectivo no UCCA Center for Contemporary Art, em Pequim, centrada em obras que exploram o papel social do quadrado.
Chang desafiou a ideia de objetividade da forma geométrica. Sua peça mais famosa, We Buy White Albums (2013–25), reúne cópias da primeira prensagem do White Album dos Beatles, adquiridas ao longo de anos e exibidas com sinais de uso.
A exposição também revisita For CENTS #1—#10,000 (2017–24), em que o artista coleciona 10 mil centavos de cobre pré-1982, registra cada moeda na blockchain e as transforma em um cubo de cobre, questionando valor material e virtual.
A série The Class of 2008 (2008–12) compila as ilustrações em pontilhado do Wall Street Journal de 2008, organizadas em grade para lembrar um anuário. O conjunto mostra como crise econômica e eleições moldaram o cotidiano.
Circulation, outra linha temática, investiga como objetos mudam de significado conforme circulam pelo mundo. Os trabalhos evidenciam traços de redes globais, como finanças e cadeias de suprimentos, impactando objetos e pessoas.
Sobre o legado e a abordagem
Chang mantinha uma rotina quase ritualística, combinando método com momentos de surpresa. Em Game Boy Tetris (2013–19) parodou a lógica de otimização do capitalismo, tornando a busca pela eficiência uma disputa lúdica.
Na prática, Chang alcançou reconhecimento internacional ao posicionar o cotidiano como foco crítico. Sua trajetória incluiu atuação como empresário viajante para a empresa de tecnologia da família em Taipei, conectando sistemas a experiências humanas.
A mostra enfatiza o valor de obras que vencem a condição de “mint”. Ao usar objetos comuns — discos, moedas, jornais — ele revelava camadas de significado, memória e história, mantendo foco em questões de circulação e uso social do objeto.
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