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Falece um dos mais longevos colunistas em atividade no mundo

Lúcio Brasileiro, veterano colunista do O Povo, encerra setenta anos de carreira e morre aos 87 anos em Lisboa, por complicações de queda

Francisco Newton Quezado Cavalcante, o Lúcio Brasileiro (1939 - 2026)
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  • Lúcio Brasileiro assinava uma coluna no jornal O Povo, de Fortaleza, há mais de cinquenta e sete anos, tornando-se um dos mais longevos colunistas do mundo.
  • Nascido como Francisco Newton Quezado Cavalcante em 6 de abril de 1939, na cidade de Aurora, Ceará, iniciou a carreira aos 16 anos no Gazeta de Notícias.
  • Segundo o próprio jornal, ele nunca deixou de publicar um texto, mesmo em férias, enviando notas preparadas com antecedência.
  • Morreu em 23 de abril de 2026, em Lisboa, aos 87 anos, após complicações decorrentes de uma queda; era solteiro e não deixou filhos.
  • Suas notas mesclavam societal, cultura e cinema, mantendo uma visão do Ceará e do mundo narrada em estilo único.

Lúcio Brasileiro, um dos mais longevos colunistas em atividade no mundo, morreu aos 87 anos em Lisboa. A morte ocorreu no dia 23 de abril, após complicações decorrentes de uma queda, durante viagem. O falecimento foi confirmado pela família.

Nascido Francisco Newton Quezado Cavalcante em 6 de abril de 1939, em Aurora (CE), ele iniciou a carreira aos 16 anos, no jornal Gazeta de Notícias. Por mais de seis décadas assinou a coluna no O Povo, de Fortaleza, mantendo a regularidade mesmo durante férias.

Ao longo da carreira, o jornalista descreveu a cidade por meio de notas sobre festas e colunas sociais, mas também incorporou temas mais amplos, como cinema e cultura. Morou fora do Ceará, mantendo a atuação jornalística e marcando presença na imprensa brasileira.

Trajetória e legado

No O Povo, Lúcio Brasileiro escreveu por mais de 57 anos, consolidando-se entre os profissionais de maior longevidade da imprensa brasileira. Seu trabalho é lembrado por combinar retratos de Fortaleza com referências culturais e literárias, além de uma visão sobre o Ceará e o Brasil.

A trajetória do colunista também incluiu observações sobre cinema e cultura internacional, com referências a Sevilha e ao filme Casablanca. O jornalista mantinha uma escrita concisa, com entradas curtas, que ajudavam a mapear momentos e personalidades de sua época.

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